O olhar de “sobreviventes”: fatores de permanência na formação de Professores de Ciências e Matemática
DOI:
https://doi.org/10.30612/tangram.v8i1.20510Palabras clave:
Formación docente, Integración académica y social, Educación superior públicaResumen
Este estudio investigó los factores que llevan a los estudiantes de las licenciaturas en Ciencias Naturales (Biología, Física y Química) y Matemáticas de la Universidad Federal de Alagoas a permanecer en sus cursos. La investigación, de carácter cuantitativo, contó con 129 participantes y utilizó el Cuestionario de Permanencia Académica (QPA), junto con datos socioacadémicos, para identificar dimensiones centrales de la permanencia. Los resultados revelaron que la permanencia está influenciada por múltiples factores interrelacionados: apoyo familiar y social, motivación académica, interés por las asignaturas, percepción de la calidad de la formación, compromiso con la obtención del título, además de las políticas de asistencia estudiantil que garantizan apoyo financiero. También se constató que la pandemia intensificó desigualdades preexistentes y afectó negativamente el compromiso estudiantil, pero, al mismo tiempo, fortaleció estrategias de resiliencia y adaptación, reafirmando el compromiso de los estudiantes con su formación. El estudio aporta avances en el campo de la Educación al desplazar la mirada de la deserción hacia la permanencia, destacando la perspectiva de quienes resisten a las adversidades y concluyen su trayectoria académica. Esta perspectiva amplía el debate sobre las políticas institucionales, mostrando que la permanencia debe ser comprendida no solo como un dato estadístico, sino como una experiencia vivida, marcada por dimensiones materiales y simbólicas. Se concluye que garantizar la permanencia en los cursos de formación docente requiere acciones integradas entre apoyo institucional, reconocimiento de la diversidad de trayectorias y fortalecimiento del papel social de las universidades públicas.
Descargas
Citas
Araujo, L., et al. (2022). Saúde mental em estudantes do ensino superior politécnico na pandemia COVID-19. Revista de Enfermagem Referência, Série VI(1), e21109.
Bizerra, O. G. C., & Riedner, D. D. T. (2023). Uso de tecnologias digitais no ensino superior no período da pandemia: percepções dos estudantes. Iniciação Científica CESUMAR, 25(1), e11355.
Bollela, V. R., Medeiros, I. S., & Telles, S. (2021). Educação remota em tempos de pandemia: reflexões no contexto acadêmico. Medicina, 54, 1–10.
Bourdieu, P. (1983). Esboço de uma teoria da prática. In R. Ortiz (Ed.), Pierre Bourdieu: Sociologia (pp. 46–81). São Paulo: Ática.
Bourdieu, P. (1996). Espaço social e espaço simbólico. In P. Bourdieu, Razões práticas: Sobre a teoria da ação (10. ed., pp. 13–33). Campinas: Papirus.
Bourdieu, P. (2008a). Futuro de classe e causalidade do provável. In M. A. Nogueira & A. Catani (Orgs.), Escritos de educação (10. ed.). Própolis: Vozes.
Bourdieu, P. (2008b). Os três estados do capital cultural. In M. A. Nogueira & A. Catani (Orgs.), Escritos de educação (10. ed.). Própolis: Vozes.
Brasil. (2004). Lei nº 10.861/2004 - Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES. Diário Oficial da União, Seção 1. Brasília.
Brasil. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. (2022). Sinopses do ensino superior: Censo de 2021 da Educação Superior. Recuperado em junho de 2023, de https://www.inep.gov.br
Carvalho, M. C., Corrêa, V. M. B., & Rosa, W. M. (2018). Assistência estudantil e a permanência e conclusão nos cursos. In Anais do 6º Encontro Internacional de Política Social e 13º Encontro Nacional de Política Social. Recuperado de https://periodicos.ufes.br/einps/article/view/20276?utm_source=chatgpt.com
Castione, R., et al. (2021). Universidades federais na pandemia da Covid-19: acesso discente à internet e ensino remoto emergencial. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas Educacionais, 29(111), 399–419.
Coulon, A. (2008). A condição de estudante: a entrada na vida universitária. Salvador: Edufba.
Coulon, A. (2017). O ofício de estudante: a entrada na vida universitária. Educação & Pesquisa, 43(4), 1239–1250.
Davidson, W. B., Beck, H. P., & Milligan, M. (2009). The College Persistence Questionnaire: Development and validation of an instrument that predicts student attrition. Journal of College Student Development, 50(4), 373–390.
Dias, S. M. B., & Costa, S. L. da. (2016). A permanência no ensino superior e as estratégias institucionais de enfrentamento da evasão. Jornal de Políticas Educacionais, 9(18), 51–60.
Domingues, S., et al. (2023). A adaptação de estudantes que chegaram à educação superior em Minas Gerais durante o ensino remoto. Educação & Pesquisa, 49, e266765.
Franco, A. de P. (2008). Ensino Superior no Brasil: cenário, avanços e contradições. Jornal de Políticas Educacionais, 2(4).
Ganam, E. A. S., & Pinezi, A. K. M. (2021). Desafios da permanência estudantil universitária: um estudo sobre a trajetória de estudantes atendidos por programas de assistência estudantil. Educação em Revista, 37, e228757.
Guzzo, R. S. L., & Euzébios-Filho, A. (2005). Desigualdade social e sistema educacional brasileiro: a urgência da educação emancipadora. Escritos sobre Educação, 4(2), 39–48.
Honorato, G. S., & Borges, E. H. N. (2023). Permanência na educação superior brasileira: contribuições de Vicent Tinto. Linhas Críticas, 29, 1–17.
Mattar, J., & Ramos, M. P. (2021). Pesquisa qualitativa em educação: fundamentos, métodos e aplicações. São Paulo: Atlas.
Oliveira, C. H. M., Leitinho, J. L., & Farias, L. G. A. T. (2023). Análise do impacto dos auxílios universitários no desempenho acadêmico: um estudo de caso no campus da UFC em Crateús. Revista Tempos e Espaços em Educação, 16(35), e17911.
Piotto, D. C., & Alves, R. O. (2016). O ingresso de estudantes das camadas populares em uma universidade pública: desviando do ocaso quase por acaso. Revista Educação PUC, 21(2), 139–147.
Portes, E. A. (1993). Trajetórias e estratégias escolares do universitário das camadas populares (Dissertação de Mestrado). Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
Silva, A. C., & Cabral, T. C. (2022). A visão de matriculados sobre a evasão num curso de Licenciatura em Física. Pro-Posições, 33, 1–27.
Silva, G. H. (2019). Ações afirmativas no ensino superior brasileiro: caminhos para a permanência e o progresso acadêmico de estudantes da área das ciências exatas. Educação em Revista, 35, 1–29.
Souza, I. M. (1999). Causas da evasão nos cursos de graduação da UFSC (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Tinto, V. (2012). Completing college: Rethinking institutional action. Chicago: University of Chicago Press.
Tinto, V. (1975). Dropout from higher education: A theoretical synthesis of recent research. Review of Educational Research, 45(1), 89–125.
Tinto, V. (1982). Limits of theory and practices in student attrition. The Journal of Higher Education, 53(6), 687–700.
Tinto, V. (2006). Research and practice of student retention: what next? Journal of College Student Retention, 8(1), 1–19.
Vautero, J., Pozobon, L., & Silva, A. D. (2020). Questionário de Permanência Acadêmica: Adaptação cultural e evidências de validade. Avaliação Psicológica, 19(4), 390–399.
Zago, N. (2006). Do acesso à permanência no ensino superior: percursos de estudantes universitários de camadas populares. Revista Brasileira de Educação, 11, 226–237.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 TANGRAM - Revista de Educação Matemática

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-CompartirIgual 3.0.
Os autores devem aceitar as normas de publicação ao submeterem a revista, bem como, concordam com os seguintes termos:
(a) O Conselho Editorial se reserva ao direito de efetuar, nos originais, alterações da Língua portuguesa para se manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores.
(b) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil (CC BY-NC-SA 3.0 BR) que permite: Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato e Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material. A CC BY-NC-SA 3.0 BR considera os termos seguintes:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
- NãoComercial — Você não pode usar o material para fins comerciais.
- CompartilhaIgual — Se você remixar, transformar, ou criar a partir do material, tem de distribuir as suas contribuições sob a mesma licença que o original.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.

