Reflexões histórica e epistemológica da demonstração da lei dos senos e seus possíveis obstáculos ao conhecimento

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.30612/tangram.v4i3.13185

Palabras clave:

Demonstrações Matemáticas. Lei dos Senos. Obstáculos Epistemológicos.

Resumen

Os estudos sobre trigonometria impulsionam discussões que fomentam inúmeras pesquisas na área da Educação Matemática. Assim, levantou-se a hipótese da existência de obstáculos no processo de construção da demonstração da Lei dos Senos. Nesta pesquisa, são apresentados os resultados de uma investigação que teve por objetivo refletir sobre o cenário histórico e epistemológico da demonstração da Lei dos Senos destacando os pontos de inércia e lentidões (obstáculos epistemológicos) associados à concepção deste conteúdo. Para a condução metodológica foi desenvolvida uma análise histórica e epistemológica para compreender o contexto e os obstáculos referentes ao conhecimento estudado. O arcabouço teórico apoiou-se nos conhecimentos sobre a história da matemática e dos estudos referente aos obstáculos epistemológicos. Da investigação, constatou-se a necessidade em estudar os marcos a respeito da Lei dos Senos pois os indícios demarcados na história da matemática apresentam poucos elementos para investigação desse campo do conhecimento.

Descargas

Biografía del autor/a

Márcio Ponciano dos Santos, Secretaria da Educação do Estado da Bahia

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Federal de Sergipe (PPGECIMA/UFS - 2019), sendo bolsista FAPITEC. Pós-Graduando em nível Lato Sensu em Ensino de Ciências Naturais e Matemática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano - Campus Alagoinhas/BA (IF Baiano). Pós-Graduado em nível Lato Sensu em Ensino de Matemática pela Faculdade Futura (2018). Possui graduação em Matemática pela Universidade Federal de Sergipe - UFS (2016). Atualmente é professor efetivo da Secretaria da Educação do Estado da Bahia e tutor a distância do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Atuou como professor da Faculdade Jardins. Atua como Pesquisador do Grupo de Pesquisa Processo de Ensino-aprendizagem da Matemática na Escola Básica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) liderado pelo Prof. Dr. Saddo Ag Almouloud e do Grupo de Pesquisa Núcleo Colaborativo de Práticas e Pesquisas em Educação Matemática pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) liderado pela Profa. Dra. Denize da Silva Souza e pela Profa. Dra. Georgiane Amorim Silva. Membro do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Neurocognitivo da Aprendizagem Matemática pelo Instituto Federal de Sergipe (neuroMATH/IFS) liderado pelo Prof. Dr. Laerte Silva da Fonseca e do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e Contemporaneidade pela Universidade Federal de Sergipe (EDUCON/UFS) liderado pela Profa. Dra. Veleida Anahi da Silva e pelo Prof. Dr. Bernard Charlot. Tem experiência na área de Matemática, Didática da Matemática e Neurociência Cognitiva, com ênfase em Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: Matemática, Didática da Matemática e Ensino de Matemática.

Laerte Silva da Fonseca, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe

Pós-Doutorado e Doutorado em Educação Matemática (UNIAN/SP, UCB/Lyon 1-FR). Professor Titular de Educação Matemática do Instituto Federal de Sergipe (IFS/Campus Aracaju). Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIMA/UFS). Editor-chefe de "Caminhos da Educação Matemática em Revista" (Impressa e Online, REITORIA/PROPEX/IFS). Coordenador do GEPEM  – Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Matemática (IFS). Coordenador do neuroMATH – Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Neurocognitivo da Aprendizagem Matemática (IFS).

Ivanete Batista dos Santos, Universidade Federal de Sergipe

Doutora em Educação, História, Política e Sociedade (PUC/SP). Professora do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Sergipe (DMA/UFS) e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (NPGECIMA/UFS).

Citas

Almouloud, S. A. (2007). Fundamentos da didática da matemática. Curitiba: UFPR.

Bachelard, G. (1996). A formação do espírito científico: contribuições para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto.

Boyer, C. B. (2012). História da matemática. (E. F. Gomide, Trad.) São Paulo: Edgard Blücher.

Domingues, H. H. (setembro de 2002). A demonstração ao longo dos séculos. Bolema, 15, 55-67.

Euclides. (2009). Os Elementos. (I. Bicudo, Trad.) São Paulo: UNESP.

Eves, H. (2004). Introdução à história da matemática. (H. H. Domingues, Trad.) Campinas: UNICAMP.

Fiorentini, D., & Lorenzato, S. (2009). Investigação em educação matemática: percursos teóricos e metodológicos (3ª ed.). Campinas/SP: Autores Associados.

Fonseca, L. S. (2011). Aprendizagem em trigonometria: obstáculos, sentidos e mobilizações. São Cristóvão: UFS.

Fonseca, L. S. (2012). Funções trigonométricas: elementos "de" & "para" uma Engenharia Didática. São Paulo: Livraria da Física.

Fonseca, L. S. (2015). Tese de doutorado. Um estudo sobre o ensino de funções trigonométricas no ensino médio e no ensino superiro no Brasil e França, 495. São Paulo: Universidade Anhanguera de São Paulo.

Gil, A. C. (2002). Como elaborar um projeto de pesquisa (4ª ed.). São Paulo: Atlas.

Iezzi, G. (2004). Fundamentos de matemática elementar 3: trigonometria (8ª ed.). São Paulo: Atual.

Lima, E. L., Carvalho, P. C., Wagner, E., & Morgado, A. C. (2010). Temas e problemas. Rio de Janeiro: SBM.

Lima, E. L., Carvalho, P. C., Wagner, E., & Morgado, A. C. (2012). A matemática para ensino médio (10ª ed., Vol. 1). Rio de Janeiro: SBM.

MEC, M. d. (18 de dezembro de 2009). Resolução n. 150. Aprova alterações no Projeto Pedagógico dos Cursos de Graduação em Matemática habiltação Licenciatura Diurno (curso 150) e Noturno (curso 152) e da outras providências. São Cristóvão, Sergipe, Brasil: Conselho do Ensino, da Pesquisa e da Extensão da Universidade Federal de Sergipe.

Santos, M. P. (2019). Expectativas neurocognitivas da atenção em uma sequência de ensino para a habilitação do raciocínio axiomático durante a aprendizagem da demonstração da Lei dos Senos. Dissertação, 144. São Cristóvão, Sergipe, Brasil: Universidade Federal de Sergipe.

Silva, I. C., & Pereira, A. C. (13-16 de julho de 2016). XII Encontro Nacional de Educação Matemática. O estudo de fontes históricas: o caso do problema 56 do papiro de Rhind para o estudo de pirâmides. São Paulo, São Paulo, Brasil: SBEM. Fonte: http://www.sbembrasil.org.br/enem2016/anais/pdf/7046_3948_ID.pdf.

Publicado

2021-06-29

Cómo citar

Santos, M. P. dos, Fonseca, L. S. da, & Santos, I. B. dos. (2021). Reflexões histórica e epistemológica da demonstração da lei dos senos e seus possíveis obstáculos ao conhecimento. TANGRAM - Revista De Educação Matemática, 4(3), 162–178. https://doi.org/10.30612/tangram.v4i3.13185

Número

Sección

Dossiê temático: História da educação matemática - contribuições para a formação de professores