Racionalidade, objetividade e neutralidade da Matemática: reflexões com professores formadores pretos ou pardos
DOI:
https://doi.org/10.30612/tangram.v8i1.19645Keywords:
Formadores de professores de Matemática pretos ou pardos, Educação Matemática Crítica, Teoria Crítica da RaçaAbstract
Neste artigo relatamos um recorte de uma pesquisa de doutorado, defendida pela primeira autora e orientada pela segunda. Temos como objetivo apresentar uma discussão sobre a racionalidade, a objetividade e a neutralidade da Matemática e os interesses a que servem, isso porque nas narrativas dos participantes, questionamentos sobre a Matemática abordada nos Cursos de Licenciatura em Matemática estiveram bastante presentes. Os dados foram produzidos sob o referencial da História Oral, a partir de entrevistas presenciais com cinco formadores de professores de Matemática pretos ou pardos, um de cada região do Brasil e interpretados à luz da Educação Matemática Crítica e da Teoria Crítica da Raça. Das narrativas dos participantes propomos reflexões sobre a necessidade de se considerar as identidades dos professores, a existência de outras práticas culturais matemáticas e de repensarmos sobre a prevalência de provas em avaliações e o modo como os erros são tratados em sala de aula. É necessário também desconstruir a Matemática como uma ciência endógena.
Downloads
References
Borba, M. C., & Skovsmose, O. (2001). A ideologia da certeza em educação matemática. In O. Skovsmose, Educação matemática crítica: a questão da democracia (pp. 127-148). Papirus.
Flores, A. P. X. (2024). ‘Ser melhor para ser tratado igual’: narrativas sobre a trajetória acadêmica de formadores de professores de Matemática pretos ou pardos [Tese de doutorado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. Biblioteca Digital. https://www.sapientia.pucsp.br/handle/handle/42735
Garnica, A. V. M. (2003). História oral e educação matemática: de um inventário a uma regulação. Zetetike, 11(1), 9–56. https://doi.org/10.20396/zet.v11i19.8646949
Garnica, A. V. M. (2007). História oral em educação matemática. SBHMat. https://www.crephimat.com.br/livrosdeminicursos.
Garnica, A. V. M. (2020) História oral e educação matemática. In M. C. Borba & Araújo, J. L. Pesquisa qualitativa em educação matemática (6a ed., pp 85-105). Autêntica.
Ladson-Billings, G. (2023). Just What Is Critical Race Teory and What’s It Doing in a Nice Field Like Education? In. E. Taylor, D. Gillborn & G. Ladson-Billings (Orgs.), Foundations of Critical Race Teory in Education (3a ed. pp. 13-29) Routledge.
Oliveira, T. A. (2024) Trançando Narrativas de Professoras Negras de Matemática sob uma Cosmopercepção da Análise Crítica Interseccional do Discurso [Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul]. Biblioteca Digital. https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/8512
Skovsmose, O. (2014a). Critique as uncertainty. Information Age Publishing.
Skovsmose, O. (2014b). Um convite à educação matemática crítica. Papirus.
Skovsmose, O. (2017) O que poderia significar a educação matemática crítica para diferentes grupos de estudantes? Revista Paranaense de Educação Matemática 6(12), 18–37. https://periodicos.unespar.edu.br/index.php/rpem/article/view/6087.
Skovsmose, O. (2019). Crisis, critique and mathematics. Philosophy of Mathematics Education Journal, 35(1), 1 – 36. https://education.exeter.ac.uk/research/centres/stem/publications/pmej/pome35/index.html.
Skovsmose, O., & Scheffer, N. F. (2023). Entrevista: Ole Skovsmose e a Educação Matemática. Educação Matemática Sem Fronteiras: Pesquisas em Educação Matemática, 4(2), 83-91. https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/EMSF/article/view/13302.
Spencer, J. A. & Hand, V. M. (2015) The Racialization of Mathematics Education. In. L. D. Drakeford, The Race Controversy in American Education (pp. 237-258). Bloomsbury Publishing.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 TANGRAM - Revista de Educação Matemática

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Authors must accept the publication rules when submitting the journal, as well as agree to the following terms:
(a) The Editorial Board reserves the right to make changes to the Portuguese language in the originals to maintain the cultured standard of the language, while respecting the style of the authors.
(b) Authors retain the copyright and grant the journal the right to first publication, with the work simultaneously licensed under the Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Brazil (CC BY-NC-SA 3.0 BR) that allows: Share - copy and redistribute the material in any medium or format and Adapt - remix, transform, and create from the material. CC BY-NC-SA 3.0 BR considers the following terms:
- Attribution - You must give the appropriate credit, provide a link to the license and indicate whether changes have been made. You must do so under any reasonable circumstances, but in no way that would suggest that the licensor supports you or your use.
- NonCommercial - You may not use the material for commercial purposes.
- Sharing - If you remix, transform, or create from material, you must distribute your contributions under the same license as the original.
- No additional restrictions - You may not apply legal terms or technological measures that legally restrict others from doing anything that the license permits.
(c) After publication, authors are allowed and encouraged to publish and distribute their work online - in institutional repositories, personal page, social network or other scientific dissemination sites, as long as the publication is not for commercial purposes.

