Racionalidade, objetividade e neutralidade da Matemática: reflexões com professores formadores pretos ou pardos
DOI:
https://doi.org/10.30612/tangram.v8i1.19645Palavras-chave:
Formadores de professores de Matemática pretos ou pardos, Educação Matemática Crítica, Teoria Crítica da RaçaResumo
Neste artigo relatamos um recorte de uma pesquisa de doutorado, defendida pela primeira autora e orientada pela segunda. Temos como objetivo apresentar uma discussão sobre a racionalidade, a objetividade e a neutralidade da Matemática e os interesses a que servem, isso porque nas narrativas dos participantes, questionamentos sobre a Matemática abordada nos Cursos de Licenciatura em Matemática estiveram bastante presentes. Os dados foram produzidos sob o referencial da História Oral, a partir de entrevistas presenciais com cinco formadores de professores de Matemática pretos ou pardos, um de cada região do Brasil e interpretados à luz da Educação Matemática Crítica e da Teoria Crítica da Raça. Das narrativas dos participantes propomos reflexões sobre a necessidade de se considerar as identidades dos professores, a existência de outras práticas culturais matemáticas e de repensarmos sobre a prevalência de provas em avaliações e o modo como os erros são tratados em sala de aula. É necessário também desconstruir a Matemática como uma ciência endógena.
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