Revista Ñanduty

A revista eletrônica Ñanduty é o periódico semestral do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFGD, o qual possui área de concentração em Antropologia Sociocultural e três linhas de pesquisa, a saber: (1) Etnicidade, Diversidade e Fronteiras; (2) Etnologia, Educação Indígena e Interculturalidade; (3) Arqueologia, Etno-história e Patrimônio Cultural.

 

 

Qualis: B5 (Outros estratos)
Área do conhecimento: Antropologia
Ano de fundação: 2012
e-ISSN: 2317-8590
Título abreviado: Ñanduty
E-mail: revistappgant@gmail.com
Unidade: PPGAnt
Prefixo DOI: 10.30612

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DOSSIÊ TEMÁTICO REVISTA ÑANDUTY 2021-1

 

Lugar, política e interseccionalidade na produção do conhecimento antropológico

Submissões até 30/04/2021 e deverão ser feitas exclusivamente pelo site da revista http://ojs.ufgd.edu.br/index.php/nanduty

( Dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail revistappgant@gmail.com c/c suporte.editora@ufgd.edu.br )

Coordenadores do dossiê

Milton Ribeiro da Silva Filho (UEPA); Thiago de Lima Oliveira (USP); Vinícius Venancio (UnB)


Desde meados da década de 1970, a reflexão sobre a organização do poder e a produção de conhecimento na/sobre a sociedade brasileira tem sido infletida pela emergência de atores sociais que se alçaram à posição de interlocutores no contexto da ação política e da produção de conhecimento. Em grande medida esse processo foi possível pela constituição de movimentos sociais e coletivos organizados que ganharam espaço na agenda de pesquisa em Antropologia e Sociologia, participando também da ampliação dos modelos interpretativos para subjetividades e institucionalidades.
As possibilidades de participação, produção conjunta e transformação criadas por esses movimentos implicam também uma reflexão sobre as fronteiras entre a academia e a sociedade. Essas considerações são de natureza: 1) relacional e de construção de fenômenos de análise que respondam às provocações do presente; 2) epistemológica, quando permitem reconsiderar teorias e conceitos, arregimentar outras formas de saberes e produções de conhecimento; e 3) política, porque redimensiona o poder/dominação inserindo princípios disruptivos que radicalizam as normas e estruturas vigentes. Em outros termos, cabe questionar: quais sujeitos e trajetórias podem participar da produção do conhecimento? Como? Onde?
Nas últimas décadas, a reorganização dos limites entre sociedade e universidade vem sido também tensionada por projetos governamentais de expansão do ensino superior, em nível de graduação e pós-graduação. No caso da Antropologia, é notório o crescimento de cursos de graduação, e de modo notório, em contextos afastados dos grandes centros urbanos regionais ou nacionais. Essa configuração deve ser pensada também em termos da produção de um conhecimento situado que reflita sobre como lugar e outros eixos de diferenciação se aproximam.
Esse dossiê busca reunir reflexões que tematizem noções de lugar e seus efeitos como categoria de diferenciação na experiência etnográfica e na produção antropológica. A partir de artifícios variados, o ocultamento das marcas de lugar tem servido como recurso para produção de margens e centros, interdição da circulação e a construção de certos dispositivos de silenciamento. A invisibilização das marcas de lugar é um recurso que deve ser circunscrito em um projeto político de conhecimento, e não tomado como um recurso reificado de determinados pactos de hegemonia. O dossiê interessa-se por debates em torno dos seguintes eixos:
(a) Geopolítica da circulação de conhecimento: constituição de assimetrias regionais e o lugar como dispositivo na circulação da produção antropológica entre centros e margens;
(b) Interseccionalidade e eixos de diferenciação: o lugar como categoria de diferença na produção antropológica e seus efeitos sobre processos formativos em antropologia;
(c) As margens globais desde as margens nacionais: experiências de pesquisa em alianças localizadas entre as margens nacionais e outras margens do sistema global.

 

 
Publicado: 2021-01-26
 
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