Formação de professores a distância (EAD) e o transtorno específico da aprendizagem com prejuízo na leitura, a dislexia

Elisiana Pain dos Santos, Antonio Gubert, Cristina Folster Pereira

Resumo


A dislexia começou a ser discutida na educação recentemente e de acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (2019) cerca de 15% dos alunos em período de alfabetização apresentam dificuldades e prejuízos na leitura, recebendo diagnóstico. O professor é o primeiro profissional a identificar dificuldades de leitura e escrita, pois é o responsável pelo processo de alfabetização. Por isso, tem-se a necessidade de formar professores capazes de perceber as dificuldades e conseguir traçar estratégias para diminuí-las. Os sujeitos da pesquisa foram 11 acadêmicos concluintes de um curso de pedagogia a distância, que de livre e espontânea vontade responderam um questionário online através da plataforma Google Forms. A análise das informações obtidas ocorreu de modo qualitativo exploratório, fazendo um paralelo entre as respostas e os materiais já publicados. Sendo assim, buscou-se compreender a realidade de uma pequena amostra da região, no que diz respeito ao ensino EaD e o conhecimento sobre transtornos de aprendizagem. Os resultados demonstraram que as grades do curso de pedagogia abordam os transtornos de aprendizagem, permitindo aos acadêmicos o contato com o tema e a preparação para a atuação profissional. Dessa forma, tem-se a necessidade de cursos de especialização e de formação continuada sobre as dificuldades de aprendizagem, para que os professores possam obter maiores informações sobre e, consequentemente desenvolver um trabalho assertivo e que possibilite a inclusão de todos os educandos.


Palavras-chave


Dislexia. Aprendizagem. Educação a distância.

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DOI: https://doi.org/10.30612/eadtde.v8i10.12783

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