Surdos e seus pares linguísticos

Dariane Martins Barcelos Chita

Resumo


A presente pesquisa é de natureza qualitativa etnográfica, tendo como objetivo apresentar um estudo de caso que busca analisar como ocorre a comunicação de um surdo oralizado  que entra em contato com surdos usuários da Língua de Sinais. Utilizou como metodologia inicialmente uma revisão bibliográfica com autores que dialogam com o tema, como também uma entrevista informal semiestruturada. Como resultados Observa-se que somente a oralização não é suficiente para a educação de surdos, tendo em vista que  a Língua de Sinais é a língua natural dos surdos trazendo conforto comunicativo. No entanto podemos refletir apesar de haver, pessoas se comunicando em Libras dentro da escola e surdos se reunindo cada vez mais no mesmo ambiente, estamos tratando de línguas diferentes dentro do mesmo espaço, logo, se tivermos uma classe bilíngue dentro da escola, ou uma escola bilíngue, estaremos garantindo o direito dos surdos de serem ensinados com a estrutura necessária para o aprendizado de sua língua, assim como a língua portuguesa já está garantida para os ouvintes.

Palavras-chave


Educação. Surdos. Língua de Sinais.

Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. Lei nº 10436/02. Brasília: MEC. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/2002/L10436.html. Acesso em: 02 jan. 2012.

BRASIL. Decreto 5626/05. Brasília: MEC. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_023/_Ato2004-2006. Acesso em: 09 jan. 2012.

BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. 2008. Brasília: MEC. Disponível em http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em 02 jan. 2012.

CAMPELLO, Ana Regina e Souza. Deficiência Auditiva e Libras. Indaial: Grupo Uniasselvi, 2009.

FERNANDES, Sueli. Práticas de Letramento na Educação Bilíngue para Surdos. SEED. Curitiba, 2006.

LIMA, Maria do Socorro Correia de. Algumas considerações sobre o ensino de português para surdos na escola Inclusiva. Revista Letra Magna. Ano 3, n.5, 2006.

PATERNO, Uéslei. A política lingüística da Rede Estadual de Ensino em Santa Catarina em relação à educação de surdos. Dissertação em lingüística, UFSC, 2007.

QUADROS, Ronice Müller de. Estudos Surdos I. Petrópolis, RJ: Editora Arara Azul, 2006.

RAFAELI, Kátia Solange Coelho; SILVEIRA, Maria Dalma Duarte. Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. UNIASSELVI – Indaial, 2009.

SÁ, Nídia Regina L. de. Surdos qual escola? Manaus: Editora Valer e Edua, 2011.

SILVA, Renata; URBANESKI, Vilmar. Metodologia do Trabalho Científico.Centro Universitário Leonardo da Vinci. – Indaial: Grupo Uniasselvi, 2009.

VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Livraria Martins Fontes, 1993.




DOI: https://doi.org/10.30612/eadtde.v7i9.10824

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.