Educação do campo nos marcos do direito constitucional

Legalidade, resistência e existência material

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30612/eduf.v13i00.16262

Palavras-chave:

Direito constitucional, Educação do campo, Existência material, Movimentos sociais, Resistência

Resumo

Este trabalho analisou as lutas sociais em prol da educação do campo como um direito humano-social, explorando como essas lutas levaram à conquista desse direito, as formas de resistências adotadas e a importância da existência material das escolas no campo como um direito constitucional. O trabalho partiu da hipótese de que somente através da luta é possível conquistar e garantir a existência legal das escolas no campo no âmbito da educação rural. O estudo se baseou em documentos produzidos por movimentos sociais, legislações conquistadas e na historiografia sobre a educação no campo. Para isso, adotamos o Materialismo Histórico-Dialético como método de investigação do objeto, permitindo uma compreensão mais profunda do processo histórico e dos fatores econômicos que desempenham um papel nas lutas de classes. Os resultados da pesquisa demonstraram que as lutas sociais são ressignificadas e estão em evolução para a conquista e ampliação dos direitos à educação no campo, crucial para a unificação e enriquecimento das comunidades rurais.

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Biografia do Autor

Vanderlei Amboni, Universidade Estadual do Paraná

Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação na Diversidade do Campo [GESPEDIC, UNESPAR]; Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação no Campo [GEPEC, UFSCar]. Professor Adjunto, Colegiado de História.

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Publicado

2023-10-03

Como Citar

AMBONI, Vanderlei. Educação do campo nos marcos do direito constitucional: Legalidade, resistência e existência material. Educação e Fronteiras, Dourados, v. 13, n. 00, p. e023011, 2023. DOI: 10.30612/eduf.v13i00.16262. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/educacao/article/view/16262. Acesso em: 19 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos Demanda Contínua