Vozes da Colonialidade em Amazônica (2020), de Léa Chaib: perspectivas do patriarcalismo na dramaturgia pós-colonial
DOI:
https://doi.org/10.30612/eadtde.v14i16.18928Palavras-chave:
Peça Teatral, Rito de Passagem Indígena, ColonialidadesResumo
Este trabalho demonstra como um texto pós-colonial manifesta traços de colonialidades e, para isso, toma-se a peça teatral Amazônica (2020), escrita por Léa Chaib, como objeto de pesquisa. A obra reproduz o rito de passagem do menino indígena para a vida adulta – importante evento da cultura dos povos originários da Amazônia brasileira. O enredo é desenvolvido sob uma perspectiva autoral peculiar, reunindo figuras mitológicas que interagem com os meninos/heróis desse drama. A narrativa é essencialmente mítico-cultural, mas prioriza o uso da gramática formal da língua portuguesa nas falas dos personagens indígenas. Além disso, apresenta elementos que suscitam comportamentos herdados do patriarcalismo refletidos nas personagens femininas. Tais características delineiam a presença de colonialidades na obra. Ao considerar essas perspectivas, a análise se desenvolve pelo viés da semiótica discursiva sobre as percepções de José Luiz Fiorin (1995) e Diana Luz Pessoa Barros (2005); pelos estudos de Thomas Bonnici (2005), Aníbal Quijano (2005), Walter Mignolo (2008) e Maria Lugones (2020) sobre colonialidade e decolonialidade; e pelas compreensões de Jean-Pierre Ryngaert (1995), Bruce Albert (1995) e Anne Ubersfeld (2005) sobre texto teatral, entre outros autores, que arramam as proposições elencadas neste artigo.
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