ADC E DISCURSO PUBLICITÁRIO: UMA ANÁLISE DAS PROPAGANDAS DE FRANQUIAS DE IDIOMAS

Jhuliane Evelyn Silva

Resumo


A atual busca por informação, aliada à necessidade de comunicação em nível mundial fez com que o inglês passasse a ser considerado língua internacional (PENNYCOOK, 1994). Como resultado, essa língua assumiu a categoria de produto, sendo comercializado e se tornando objeto de desejo e consumo no contexto atual (RAJAGOPALAN, 2003; LACOSTE; RAJAGOPALAN, 2005). A fim de atender essa necessidade e seu consequente público consumidor, várias franquias surgiram para possibilitar o contato dos aprendizes com o idioma, investindo fortemente na propaganda através de múltiplos gêneros impressos (BAKHTIN, 1997; SWALES, 1999). Na disputa por clientes, as franquias recorrem às práticas hegemônicas (GRAMSCI, 1988; 1995) e ideológicas (THOMPSON, 1995) para manipular os consumidores do idioma, favorecendo a sustentação do poder por meio do discurso publicitário (MAGALHÃES, 2005). Diante dessa realidade, propomos, através desta pesquisa, fazer uma análise da propaganda de cinco franquias de idiomas no que tange ao ensino-aprendizagem do inglês, veiculadas no ano de 2013. Com vistas à análise crítica, recorreremos às contribuições da Análise de Discurso Crítica proposta por Fairclough (2003), amparada pela Linguística Sistêmico-Funcional (HALLIDAY, 1985). A análise das propagandas confirma um discurso capitalista hegemônico de inglês como necessidade, como produto de consumo que leva à ascensão social, garantindo o sucesso de quem a detém, o que empodera os potenciais consumidores do idioma, provendo-lhes aceitação social e marginaliza os outros sujeitos. A propaganda não só reflete o contexto atual, como também o produz.


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