Entre estrepes e estradas: malunguinho e a reconstrução dos direitos humanos à luz das epistemologias juremeiras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30612/videre.v18i37.20994

Palavras-chave:

Jurema Sagrada, Malunguinho, Direitos Humanos, Decolonialidade, Interculturalidade

Resumo

O objetivo deste trabalho é analisar, a partir da descrição da cosmovisão da Jurema Sagrada, religião afro-ameríndia típica do Nordeste brasileiro, e da trajetória histórica de Malunguinho, que em vida se destacou como líder do Quilombo do Catucá, mais importante polo de resistência à escravidão no Estado de Pernambuco, quais as possíveis contribuições ao enriquecimento da teoria e prática dos direitos humanos, ainda fortemente marcadas pela herança colonialista. Para tanto, recorre aos aportes teóricos da decolonialidade e da interculturalidade, concluindo, enfim, que a Jurema Sagrada e a trajetória histórica e divina de Malunguinho podem fornecer importantes subsídios para a (re)construção dos direitos humanos em uma perspectiva centrada na solidariedade e no reconhecimento da diversidade cultural como fundamentos para uma proteção mais eficaz da dignidade da pessoa humana e da natureza.

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Biografia do Autor

Camilo de Lélis Diniz de Farias, Universidade Federal da Paraíba

Doutorando em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba - PPGCJ/UFPB. Mestre em Direitos Humanos, Cidadania e Políticas Públicas pela pela Universidade Federal da Paraíba - PPGDH/UFPB. Advogado e Professor Universitário.

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Publicado

2025-12-15

Como Citar

Farias, C. de L. D. de. (2025). Entre estrepes e estradas: malunguinho e a reconstrução dos direitos humanos à luz das epistemologias juremeiras. Revista Videre, 18(37), 101–121. https://doi.org/10.30612/videre.v18i37.20994

Edição

Seção

Artigos