Para uma interpretação latino-americana do direito dos povos quilombolas à cultura

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30612/videre.v18i37.20818

Palavras-chave:

Povos quilombolas, Direito à cultura, Identidade quilombola, Práticas culturais quilombolas

Resumo

O artigo propõe uma reflexão crítica sobre o direito dos povos quilombolas à cultura, a partir de uma perspectiva latino-americana. Parte-se da constatação de que o processo de colonização e a escravidão moldaram profundamente as estruturas sociais, jurídicas e culturais brasileiras, negando e subalternizando as práticas culturais negras e quilombolas. A pesquisa analisa o reconhecimento jurídico desse direito na Constituição Federal de 1988 e em tratados internacionais, evidenciando, contudo, a insuficiência de uma interpretação constitucional universal e eurocêntrica. Defende-se a necessidade de uma hermenêutica constitucional plural e contextualizada, capaz de considerar os processos históricos e as identidades coletivas forjadas pela resistência quilombola. Conclui-se que o direito à cultura, quando interpretado sob uma ótica latino-americana, constitui instrumento de emancipação e de reconstrução simbólica dos povos historicamente marginalizados.

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Biografia do Autor

Fabia Rosa Benevides, UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

Mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Direito Agrário da Universidade Federal de Goiás (2023). Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2011). Especialista em Direito Civil e Processo Civil, pela Fac Unicamps - Faculdade Unida de Campinas (2013). Integrou a equipe do Projeto de pesquisa Direito ao Etnodesenvolvimento e Políticas Públicas para os Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado Goiano e do Projeto de extensão Observatório da Justiça Agrária, ambos do Programa de Pós-Graduação em Direito Agrário, da Universidade Federal de Goiás - UFG. Cursou a disciplina Violência e Criminalidade nos Conflitos Agrários, como aluna especial do Programa de Pós-Graduação em Direito Agrário da UFG (2019).

José Luís Solazzi, UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

Possui bacharelado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1991) e em Direito (Direito Penal e Criminologia) pela Universidade de São Paulo (1998), mestrado em Ciências Sociais (Antropologia) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1995) e doutorado em Ciências Sociais (Antropologia) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000). É Professor Associado em Ciência Política da Universidade Federal de Goiás - Regional Catalão/ UFCAT em transição e atua no Programa de Mestrado e Doutorado em Direito Agrário (UFG Regional Goiânia) e no Programa de Pós-Graduação em História - Mestrado Profissional - Formação de Professores (UFG Regional Catalão/UFG - UFCAT em transição). Tem experiência na área de Ciências Sociais, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Pública, Questão Quilombola em Goiás, Questão Agrária, Formação de Professores, Educação Ambiental, Legislação Punitiva, Abolicionismos Escravistas, Anarco-Abolicionismo, Abolicionismo Penal e Movimentos Sociais.

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Publicado

2025-12-15

Como Citar

Benevides, F. R., & Solazzi, J. . L. (2025). Para uma interpretação latino-americana do direito dos povos quilombolas à cultura. Revista Videre, 18(37), 217–237. https://doi.org/10.30612/videre.v18i37.20818

Edição

Seção

Artigos