Luz, câmera e segregação: a cultura do controle e o sistema detecta
DOI:
https://doi.org/10.30612/videre.v18i37.19919Palavras-chave:
Controle social, tecnologias de vigilância, segurança pública, Policiamento preditivoResumo
Este estudo examina as transformações na insegurança e nas práticas de controle social, com ênfase na influência das tecnologias de vigilância na gestão do crime e nas políticas de segurança pública. Parte-se do problema de como a incorporação dessas tecnologias contribui para a reprodução de desigualdades sociais e práticas de segregação. O objetivo consiste em analisar criticamente a interseção entre vigilância, discursos de segurança e políticas punitivas, investigando como esses elementos moldam novas formas de controle social. Argumenta-se que a expansão desses sistemas reflete mudanças nas dinâmicas de poder e pode intensificar a criminalização de grupos marginalizados. A pesquisa adota abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, articulada à análise do sistema Detecta como estudo de caso. Conclui-se que o uso dessas tecnologias pode reforçar dinâmicas discriminatórias e ampliar mecanismos de exclusão social.
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