Democracia e políticas de formação cultural: tendências internacionais e conferências de cultura em São Paulo à luz de Pierre Bourdieu
DOI:
https://doi.org/10.30612/videre.v18i37.19510Palavras-chave:
democracia, formação cultural, educação artística, Pierre Bourdieu, conferências municipais de cultura de São PauloResumo
Este artigo, fundamentado nos conceitos de campo, capital e arbitrário cultural de Pierre Bourdieu, investiga a polissemia da formação cultural em democracias capitalistas. Ao analisar propostas de conferências municipais de cultura em São Paulo (2004-2016) e relatórios de plataformas internacionais, discute-se como diferentes agentes (de burocracias estatais a movimentos periféricos) disputam a legitimação de conteúdos e modalidades formativas. A pesquisa combina revisão bibliográfica, análise documental e comparações internacionais, evidenciando que a manutenção ou o esvaziamento da pauta formativa oscila conforme contextos políticos, mudanças institucionais e correlações de força no campo cultural. Conclui-se que, embora reconhecida como instrumento de democratização e participação, a formação cultural permanece suscetível a lutas simbólicas, reforçando a necessidade de políticas inclusivas para enfrentar as desigualdades.
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