Direito e acesso à saúde mental na concretização dos direitos da personalidade de crianças e adolescentes trans
DOI:
https://doi.org/10.30612/videre.v17i36.19036Palavras-chave:
Transgenereidade, infância e adolescência, higidez psíquica, políticas públicas, intolerânciaResumo
A presente pesquisa busca analisar o direito e o acesso à saúde mental de crianças e adolescentes transgêneros, para preservação dos seus direitos da personalidade. A inconformidade entre o gênero socialmente imposto e o gênero entendido como seu pode se dar ainda nessas fases, momento que pode gerar traumas e transtornos mentais por conta da intolerância sofrida. Por meio de método dedutivo e revisão de literatura, verificou-se a necessidade de políticas públicas ou a adaptação das existentes para a concretização desses direitos no âmbito da saúde pública. Apesar de aventada a possibilidade de criação de normas específicas para que essa proteção fosse mais robusta, ideias reacionárias permeiam a sociedade brasileira, dificultando a aprovação de uma lei nesse sentido. Esse reacionarismo também impediu que políticas públicas de saúde para a população LGBTQIAPN+ se desenvolvessem e, aliado ao sistema capitalista, obstaculizou também políticas públicas na área da saúde mental de maneira geral.
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