Literatura modernista e literatura periférica: engajamentos intelectuais de representação e autorrepresentação
DOI:
https://doi.org/10.30612/arredia.v6i10.6121Palavras-chave:
Discurso literário. Contemporaneidade. Intelectual periférico. Representação. Autorrepresentação.Resumo
A Literatura Periférica (conhecida também como Vira-lata ou Marginal) é uma manifestação quase que exclusivamente produzida por escritores oriundos de periferias urbanas dos grandes centros. Partindo desse pressuposto, o presente trabalho busca descortinar como se manifestam às relações de representação e autorrepresentação nessa forma de narrativa em paralelo aos moldes utilizados pelos modernistas. Entende-se aqui que essa nova manifestação literária colide com a chamada Tradição Modernista, onde autores como Graciliano Ramos, Clarice Lispector, João Cabral, Guimarães Rosa, entre outros, pertencentes a classes sociais altamente letradas produziram uma literatura que tomou para si a função de representar as classes marginalizadas sobretudo o nordestino, o sertanejo e o negro favelado). Com o espraiamento dessa tradição, a função que desempenhava seus intelectuais (o de representante das classes subalternas) fica vaga. Isso é o norteador da hipótese principal aqui levantada, a saber: essa função, que por muito tempo foi desempenhada pelos intelectuais modernista, e, agora, reivindicada e tomada por indivíduos oriundos das margens sociais (o intelectual periférico), porém com diferentes intenções.Downloads
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