Lei e misericórdia no palco shakespeariano

Erika de Freitas Coachman

Resumo


As leis são um ingrediente indispensável para a ordenação da vida em sociedade, mas é preciso administrá-las com cuidado: por um lado, dispor de uma legislação simples e clara facilita a aplicação de punições e alerta os demais, evitando novas transgressões às normas estabelecidas. Por outro lado, há casos em que o emprego cego e mecânico de regras pode permitir injustiças terríveis. O segredo é lançar mão da misericórdia para aplacar os excessos da letra da lei. Embora o tema permaneça polêmico até os dias atuais, este artigo não se debruça sobre controvérsias contemporâneas: no presente estudo, o foco volta-se para o teatro elisabetano, mais especificamente para duas peças shakespearianas que culminam em julgamentos públicos; a saber, O Mercador de Veneza (1597) e Medida por Medida (1604). Nelas, a conflitante relação entre lei e misericórdia nos remete irremediavelmente ao duelo entre os preceitos do Velho e do Novo Testamentos.

Palavras-chave


Shakespeare. Teatro elisabetano. Velho Testamento. Novo Testamento.

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DOI: https://doi.org/10.30612/raido.v11i26.5036

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