A Pérola: o primeiro jornal erótico do Ocidente

Natanael Duarte de Azevedo, José Temístocles Ferreira Júnior, Socorro de Fátima Pacífico Barbosa

Resumo


A expressão “romances para serem lidos com uma mão”, utilizada nos séculos XVIII e XIX, representa bem a produção literária que tinha como objetivo despertar os desejos mais íntimos do leitor. Essa expressão foi usada por Rousseau no século XVIII, em suas Confissões, para se referir a “livros perigosos” que englobavam romances, tratados filosóficos, textos políticos e obras licenciosas. É à guisa de uma pesquisa historiográfica da literatura que pensamos em um estudo que se alia com a história da leitura, levando em conta os diversos gêneros literários que circularam no Brasil oitocentista, com uma grande influência de editores de Portugal, a saber: a literatura pornográfica que circulava em periódicos do século XIX. Dessa forma, observaremos que o comportamento da sociedade vitoriana é representado pelo jornal A Pérola não por meio do discurso da severidade moral e do puritanismo religioso, mas pela volúpia que se espreita nos salões ingleses e a lascívia que move os indivíduos em nome da busca pela obtenção do prazer. Além de deleitar os leitores da época, o jornal A Pérola não deixa de expor a hipocrisia presente na alta sociedade inglesa que negava a liberdade sexual, mas a punha em prática nos recônditos da imaginação.

Palavras-chave


Literatura pornográfica. Jornal oitocentista. A Pérola. História da literatura luso-brasileira.

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