“Índia velha”: narratividade e a arquitetura de patamares sintáticos no fazer poético de Emmanuel Marinho

Jorgina Espíndola Ortega de Lima, Rita de Cássia A. Pacheco Limberti

Resumo


Tomando como objeto de interesse o poema “Índia velha” de Emmanuel Marinho, que na sua estrutura, um narrador traz à lembrança de uma personagem, fatos históricos que marcaram a dizimação cultural dos indígenas com a chegada dos “brancos” tornando-se numa espécie de clamor dos povos indígenas à sua cultura, o artigo propõe uma leitura analítica embasada na teoria semiótica greimasiana. A análise identifica, no discurso utilizado pelo poeta, a retratação de socialização do povo indígena à cultura da sociedade não-indígena, por meio da análise das estruturas narrativo-discursivas, partindo das estruturas fundamentais para chegar ao nível discursivo. A semiótica francesa desconstrói o texto para entendê-lo, também se sustenta ao indicar o percurso gerativo de sentido, um simulacro teórico-metodológico para apreensão do texto internamente, identificando o sentido do dizer, descrevendo o como se faz para dizer o que se diz; permitindo desvendar como está articulada a construção do sentido que pode ser identificado por meio dos processos de investimentos progressivos de conteúdos, dispostos em patamares sucessivos que vão desde os mais abstratos até os mais concretos e nos mais diversos gêneros textuais. Assim o sentido pode ser observado no plano do conteúdo e no plano de expressão, ou seja, nos textos e nos discursos.

Palavras-chave


Semiótica greimasiana. Identidade. Indígena. Cultura. Poema.

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