Freud e Borges: a escrita do sonho

Geraldo Magela Martins

Resumo


O sonho para Freud é a realização de desejo. Ele é regido pelas leis da condensação e deslocamento de imagens que estão lá como letras de um alfabeto desconhecido, à espera de uma leitura. A relação entre sonho e escrita aparece quando o psicanalista propõe que se leia o sonho como enigma, já que ele o toma como um rébus. Desta maneira, todo o mecanismo de funcionamento da escrita e do sonho se encontra concentrado. Borges, com o seu Aleph, condensa toda a vastidão do universo, toda a sua caótica diversidade. É o verbo, escrita, que encerra em si todo o mundo. O sonho da injeção de Irma e o Aleph existem, talvez, para escriturarmos o não-pensável, o não-possível e o não-lugar. Eles são uma utopia de todos nós que às vezes acreditamos, durante a construção do nosso edifício, atar as duas pontas da vida.

Palavras-chave


Sonho. Freud. Borges. Aleph. Escrita.

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