Motivações na criação de sinais de nome em Libras de cidades do Mato Grosso do Sul: a experiência visual dos surdos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30612/raido.v15i39.14927

Palavras-chave:

Libras, sinais de nomes de lugar, Onomástica, Toponomástica

Resumo

Este artigo tem por objetivo principal analisar a motivação dos sinais de nome atribuídos pela comunidade surda do Mato Grosso do Sul às cidades desse Estado. Para a coleta de dados, utilizou-se o repositório de sinais do CAS/MS. Os dados obtidos foram classificados a partir dos estudos de Paales (2011) e a motivação para a criação dos sinais de nome foi resgatada por meio de entrevistas com professores surdos. Os resultados mostram que a maioria dos sinais analisados se encaixam na categoria inicialização e descrição. Além disso, as entrevistas realizadas evidenciaram que a experiência visual dos surdos e suas vivências na comunidade surda influenciaram a motivação da escolha toponímica. Como conclusões, depreende-se das discussões que os sinais de nome analisados apresentaram em sua maioria independência da taxionomia do seu nome próprio na língua oral.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gabriele Cristine Rech, UEMS - Universidade Estadual do Mato Grosso do SUl

Doutoranda em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste),mestre em linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista em Educação Especial: Área da surdez e Libras pela Univale. Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e em Teologia pela Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA). Professora de Libras na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS)

Fabiola Sucupira Ferreira Sell, Universidade do Estado de Santa Catarina

Possui licenciatura em Letras-Alemão e bacharelado em Letras-Libras, ambos pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestrado e doutorado em Linguística pela mesma universidade. Professora efetiva da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), no Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), ministrando as disciplinas de Libras e de Língua Portuguesa na graduação. Professora efetiva do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências, Matemática e Tecnologias (PPGECMT - UDESC) na linha de pesquisa Ensino, aprendizagem e formação de professores.

Janete de Melo Nantes

Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da UFGD no Curso de Mestrado em Educação - área de concentração em Educação e Diversidade. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul no Campus de Corumbá (2001), Possui especialização em Educação Inclusiva pela Universidade Castelo Branco (2006). Professora no curso de Letras Libras (EAD) UFGD

Referências

AGUIAR, M. C. Descrição e análise dos sinais topônimos em Libras. In: ALBRES, N. A.; XAVIER, A. N. (Org.). Libras em estudo: descrição e análise. São Paulo: FENEIS, 2012. p. 109-121.

ALBRES, N. A. História da língua brasileira de sinais em Campo Grande – MS. Petrópolis: Arara Azul, 2005.

ANJOS-COIMBRA, S.O.P. Antropomorfismo e o espaço metafórico nas narrativas literárias em língua de sinais. Revista Sinalizar, Goiânia, v.3, n.1, p.114-135, jan./jun.,2018.

BARROS, Mariângela Estelita. Taxonomia Antroponímica nas Línguas de Sinais: a motivação dos Sinais-nomes. RE-UNIR, Rondônia, v. 5, n. 2, p. 40-62, 2018.

BIDERMAN, M. T. C. Dimensões da Palavra. Filologia e Linguística Portuguesa, São Paulo, n. 2, p. 81-118, 1998.

CARVALINHOS, P. de J. Interface Onomástica/Literatura: A toponímia, o espaço e o resgate de memória na obra Memórias da Rua do Ouvidor, de Joaquim Manoel de Macedo. In: Cadernos do CNLF. Rio de Janeiro: CIFEFIL, 2009, v. XII, n.10, p. 83-89.

CAS/MS. Sinais dos municípios de MS. Youtube, 16 mai. 2019. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=VNVWgQU5lXk. Acesso em: 22 mar. 21.

CENTRO ESTADUAL DE ATENDIMENTO AO DIFICIENTE DA AUDIO COMUNICAÇÃO - CEADA. Libras. Língua Brasileira de Sinais com dialeto regional de Mato Grosso do Sul. Campo Grande – MS: Editora Athenas, 2000.

CENTRO DE CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO E DE ATENDIMENTO ÀS PESSOAS COM SUDEZ – CAS/MS. Disponível em https://cassedms.blogspot.com/2017/02/decreto-de-criacao-decreto-n-11.html>. Acesso em: 18 maio. 2021.

CORREIA, L.M. Alunos com Necessidades Educativas Especiais nas classes regulares, Porto, Porto Editora, 1997.

DICK, M. V. de P. do A. Toponímia e Antroponímia no Brasil. Coletânea de Estudos. São Paulo: FFLCH, 1992.

FELIPE, Tanya A. LIBRAS em contexto: Curso básico: Livro do estudante. 8ª ed. Rio de Janeiro: WalPrint, 2007.

FERREIRA, J. R. A exclusão da diferença: a educação do portador de deficiência. Piracicaba: Unimep, 1994.

MATO GROSSO DO SUL. Manual de orientações para os diretores da REE. Secretaria de Estado de Educação. Campo Grande, MS, 2020. Disponível em: https://www.sed.ms.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/Manual-do-Diretor-V08.pdf. Acesso em: 18 maio 2021.

MATO GROSSO DO SUL. Decreto n.º 3.546, de 17 de abril de 1986. Cria o Centro Estadual de Atendimento ao deficiente da Audiocomunicação, com sede no município de Campo Grande - MS e dá outras providências. Diário Oficial, Campo Grande, MS, 1986.

MATO GROSSO DO SUL. Lei n.º 1.693, de 12 de setembro de 1996. Reconhece no Estado de Mato Grosso do Sul, a língua gestual, codificada na Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, como meio de comunicação objetiva de uso corrente, e dá outras providências.

PAALES, L. On the system of place name signs in Estonian Sign Language. Journal of Ethnology and Folkloristics, Estônia, v.4, n.2, p. 31-54, 2011.

xxxxxx, 2019.

xxxxxx, 2020.

xxxxxx, 2020.

xxxxxx, 2020.

SEABRA, M. C. T. C, de; ISQUERDO, A. N. A Onomástica em diferentes perspectivas: resultados de pesquisas. Revista de Estudos da Linguagem, Belo Horizonte, v. 26, n. 3, p. 993-1000, 2018.

SEIDE, M. S. Prenomes cristãos: constituição, etimologia, motivação para a escolha antroponímica e conhecimento onomástico. Revista Estudos da Linguagem, Belo Horizonte, v. 29, n.1, p. 49-76, 202

SOUZA, A. M de; BARREIROS, L.L.S. Panorama histórico dos estudos toponímicos em Libras no Brasil. Revista Sinalizar, Goiânia, v.5, p.1-22, 2020.

SOUZA-JÚNIOR, J. E. G. Nomeação de lugares na língua de sinais brasileira: uma perspectiva de toponímia por sinais.2012. 346 f. Dissertação (Mestrado em Linguística). Programa de Pós-Graduação em Linguística: Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

URBANSKI, I. R. W.; XAVIER, A. N.; FERREIRA, D. Topônimos na Libras: análise preliminar de sinais que nomeiam cidades do estado do Paraná. In: XXI SEMANA DE LETRAS - UFPR - Universidade Federal do Paraná, Volume II, Curitiba, Trabalhos completos [...]. Universidade Federal do Paraná, 2019. p. 64-73.

URBANSKI, I. R. W.; FERREIRA, D.; XAVIER, A.N. Contribuições aos estudos toponímicos da Libras através da análise de sinais que designam cidades brasileiras. Revista GTLex. Uberlândia, v.6, n.1, p. 234-267, 2020.

Downloads

Publicado

21/12/2021

Como Citar

Rech, G. C., Sell, F. S. F., & Nantes, J. de M. (2021). Motivações na criação de sinais de nome em Libras de cidades do Mato Grosso do Sul: a experiência visual dos surdos. Raído, 15(39), 119–139. https://doi.org/10.30612/raido.v15i39.14927

Edição

Seção

Estudos do léxico de língua minoritárias