Direito à Educação: o desafio de melhorar a alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental no Brasil

Eladio Sebastián Heredero, Dirce Charara Monteiro

Resumo


Partimos neste trabalho do artigo 24 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 na que destaca a educação, entendida em sentido amplo, como direito fundamental, e dentro dela a alfabetização entendida como um direito básico necessário para todos num mundo em permanente mudança como se afirma em outras declarações, e hoje ainda entre as metas a conseguir, como se concreta nos objetivos do Foro Mundial de Educação de 2015 e uma das 10 metas do Marco de Ação Educação 2030. Observamos com preocupação os resultados das avaliações em larga escala que medem o nível de alfabetização dos alunos nos anos iniciais do ensino fundamental do Brasil e vemos que 50% não estão alfabetizados mesmo depois de três anos escolarizados, a pesar de todos os esforços e iniciativas utilizados para melhorar esta situação. Pensamos e propomos neste trabalho, desde uma perspectiva metodológica de análise do estado da arte, uma reflexão sobre as lições aprendidas sobre a temática e as pesquisas desenvolvidas sobre alguns programas de educação, e também de alfabetização, desenvolvidos e seu funcionamento na prática em diferentes contextos. Segundo isso, queremos submeter à comunidade científica uma série de variáveis, que configurariam um modelo holístico para melhoria da alfabetização, e que não apenas foque nos docentes e sua formação ou nos métodos de alfabetização, para incorporar no processo técnico a gestão da escola e da sala de aula.

Palavras-chave


Direito à educação. Alfabetização. Práticas escolares. Gestão educacional.

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DOI: https://doi.org/10.30612/eduf.v8i23.9436

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