A CONJUNÇÃO MAS E A ADVERSATIVIDADE

Danivia da Cunha Mattozo Wolff

Resumo


Este trabalho é parte de uma análise de dissertação de mestrado e se insere no campo da Linguística Descritiva, mais especificamente nas áreas de Linguística Histórica e de Variação e Mudança Linguísticas. O objetivo é analisar o conceito de adversatividade relacionado ao comportamento da conjunção mas. Para tanto, foram analisados exemplos de uso da conjunção em diversos contextos relacionando-os aos vários conceitos de conjunção encontrados nas gramáticas tradicionais. A maior parte dos exemplos foram retirados das próprias gramáticas, o que já possibilitou averiguar a ausência de consenso entre os autores, uma vez que a definição de uma gramática nem sempre era compatível com a de outra nem se aplicava o exemplo de uma à definição da outra. A análise mostrou que as definições de as noções de adversatividade disponíveis, baseadas apenas em aspectos formais, não são suficientes para classificar adequadamente as conjunções. Também averiguou-se que existe uma linha tênue entre adversatividade e concessividade, muitas vezes não sendo possível manter essa diferenciação. Isso foi reforçado pela conclusão de que não apenas as conjunções adversativas estabelecem a adversatividade, mas também outros tipos de conjunção. Em muitos casos, a ausência de conjunção não impede o estabelecimento da noção de adversatividade entre as sentenças. Por fim, entende-se que o mas, considerado adversativo por excelência, possui um comportamento heterogêneo, nem sempre estabelecendo a ideia de oposição entre orações.


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