“O que se vê pode não ser… Será?”: o jogo de (re)velar sentidos em um samba-enredo

Fabio Scorsolini-Comin, Soraya Maria Romano Pacífico, Lucília Maria Sousa Romão

Resumo


Este artigo pretende analisar os sentidos que circulam no samba-enredo da escola de samba campeão do carnaval do Rio de Janeiro, de 2010. Fundamentado na Análise do Discurso de matriz francesa e na teoria bakhtiniana, especialmente, no conceito de polifonia, nosso objetivo é especular acerca de como o evidente rende-se ao não-visto e os sentidos são deslocados de seus lugares estabilizados. O jogo e a brincadeira com as palavras, no samba-enredo, colocaram em movimento um funcionamento discursivo que vem sustentando as práticas discursivas da contemporaneidade, as quais se sustentam em sentidos fluidos, que dizem e não dizem e os textos podem ser lidos como uma boa ficção e deixa-nos apenas com os olhos enganados e tentados a indagar: SERÁ?

Palavras-chave


Discurso. Sentido. Polifonia. Evidência.

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