UMA LEITURA DE O TEMPLO E A FORCA, DE LUIZ GUILHERME SANTOS NEVES: DISCURSIVIDADE, PERSUASÃO, IRONIA E POLIFONIA

Maria Amélia Dalvi, Márcia Barroso Seufetelli

Resumo


Trata-se de um trabalho de análise crítico-literária do romance histórico O tempo e a forca (1999), de Luiz Guilherme Santos Neves, a partir dos protocolos de leitura fornecidos pela análise do discurso de linha francesa e pela vertente bakhtiniana dos estudos da linguagem, tendo como recorte, sobretudo, o sermão do padre Gregório José Maria de Bene e as ações que, a partir de então, se sucedem. Para tanto, este trabalho propõe-se (re)fazer um percurso histórico juntamente com a narrativa, salientado elementos que tomam parte no embate: a condição social e de época dos envolvidos e a questão cultural tal como abordada no discurso ficcional em foco, que retoma reiteradamente o discurso “original” do padre, por citação, analogia ou paráfrase. Analisa questões de discursividade presentes no texto literário, mediante o reconhecimento de marcas do discurso autoritário e religioso, de estratégias de persuasão aí implicadas e da ironia e da polifonia identificáveis no romance a partir de uma aproximação, por analogia, entre as falas dos personagens em desnível social, cultural e religioso.

Palavras-chave


O templo e a forca; Luiz Guilherme Santos Neves; Polifonia; Ironia; Persuasão.

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