Uma obra, uma vida, uma marca, vários traumas: o artista plástico Humberto Espíndola

Marcos Antônio Bessa-Oliveira, Edgar Cézar Nolasco

Resumo


Decodificando o texto do professor e crítico de arte norte-americano Hal Foster – “O retorno do real” – compreende-se, grosso modo, que o artifício da repetição de determinada cena ou objeto na obra de arte pode ser compreendido como o retorno a uma cena traumática vivificada pelo artista: um retorno ao real como reconhece o estudioso na obra do artista também norte-americano Andy Warhol. Nesse sentido, nosso trabalho, assentado em uma leitura mais comedida do referido ensaio, bem como de textos teórico-críticos que registraram um fato histórico correspondente a Mato Grosso do Sul, quer argumentar em que medida a divisão do Estado de Mato Grosso (1977) desencadeia vários traumas que perduram por uma obra, uma vida, uma marca nos artistas plásticos sul-mato-grossenses, principalmente levando em consideração, ou melhor, tendo como pano de fundo a “Série divisão de Mato Grosso”, do renomado artista plástico Humberto Espíndola que, de nosso ponto de vista, se valeu da bovinocultura para nos relatar os seus traumas atinentes à divisão do Estado deste o fato ocorrido, como também se utiliza do boi para continuar contando a história da divisa até à contemporaneidade.

Palavras-chave


Artes plásticas. Centro-Oeste. Cultura local.

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