Filigranas da história no discurso literário: uma apresentação do drama didático-histórico em liberdade, liberdade, de Millôr Fernandes e Flávio Rangel

Haydê Costa Vieira, Wagner Corsino Enedino

Resumo


Ancorado em contribuições de Magaldi (2008); Ryngaert (1995); Ubersfeld (2005); Pallottini (2006) e Faria (1998), no que se refere à constituição do discurso teatral, e nos pressupostos teóricos de Esteves (1998); White (1994); Freitas (1989) e Pesavento (1998) para a abordagem das relações que se estabelecem entre Literatura e História, este trabalho tem como objeto de análise o texto teatral Liberdade, liberdade (1965), de Millôr Fernandes e Flávio Rangel com o período ditatorial brasileiro (1964-1985). A escolha do tema decorreu do interesse em estudar uma obra literária que se caracteriza por fazer uma releitura crítica da história. Para a realização dessa pesquisa foi utilizado um exercício comparativo do modelo de romance histórico à peça brasileira Liberdade, liberdade. Essa transposição é aceitável, pois marca, sobremaneira, a viabilidade dos estudos que amparam o romance histórico para análise de um texto dramático. Dessa maneira, emerge a expressão “drama didático-histórico”, uma vez que a peça, além de informar ao seu leitor os acontecimentos históricos ocorridos no mundo, também o ensina e o instrui sobre os acontecimentos passados, tanto de ordem local, quanto mundial, além de conduzir à reflexão crítica.

Palavras-chave


Literatura e História. Drama didático-histórico. Liberdade. Liberdade.

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