“A vida real não pode ser só espera”: a defesa de direitos da natureza no Brasil de “água turva”
DOI:
https://doi.org/10.30612/videre.v18i37.19260Palavras-chave:
“Água Turva”, Antropoceno, Direitos da Natureza, LiteraturaResumo
O presente artigo investiga de que modo a obra literária Água Turva se relaciona com a Teoria dos Direitos da Natureza na Era do Antropoceno, problematizando em que medida a Literatura pode contribuir para a ampliação da compreensão jurídica acerca da tutela ambiental para além da perspectiva antropocêntrica. Para tanto, adota-se o método de abordagem indutivo, com base em pesquisa bibliográfica, articulando Direito e Literatura como campo interdisciplinar. O estudo examina elementos narrativos do romance e sua correlação com fundamentos teóricos dos Direitos da Natureza, especialmente no contexto latino-americano. Como resultados, verifica-se que a obra evidencia a insuficiência da tutela ambiental centrada no ser humano, bem como promove sensibilização crítica e reforça a necessidade de reconhecimento da natureza como sujeito de direitos.
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