Mapas conceituais: uma possibilidade para o estudo dos modelos atômicos em aulas de Química

Léia Valéria Bocato, Mônica Palacio, Wallace Alves Cabral

Resumo


O estudo dos modelos atômicos em aulas de química é fundante para a compreensão de fenômenos mais complexos. Entretanto, conforme pode ser visto nas pesquisas da área, os estudantes tendem a memorizar os conceitos, o que dificulta a relação com outros conhecimentos. Diante disso, esta pesquisa tem por objetivo investigar as potencialidades e as relações intertextuais estabelecidas a partir do estudo de modelos atômicos em uma turma de primeiro ano do Ensino Médio em uma escola pública da cidade de Dourados-MS. A partir de uma sequência de aulas envolvendo experimentação, leitura de um texto de divulgação científica e produção textual, foi possível repensar as práticas que comumente são realizadas. O foco da análise se deu em torno do mapa conceitual produzido ao final da última aula, percebendo as relações intertextuais estabelecidas e as potencialidades dessas atividades. Os resultados mostraram que, de modo geral, os estudantes compreenderam a dinâmica dos mapas conceituais e conseguiram organizar o conteúdo de modelos atômicos a partir desta ferramenta, possibilitando diferentes relações intertextuais. Além disso, foi possível avaliar os estudantes para além das provas e testes comumente realizadas no ambiente escolar.


Palavras-chave


Escrita. Mapas conceituais. Educação Básica. Química.

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DOI: https://doi.org/10.30612/eduf.v7i21.8054

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