A classe trabalhadora vai à universidade: análise das implicações político-pedagógicas a partir dos dados do Departamento de Geografia – USP
DOI:
https://doi.org/10.5418/RA2017.1320.0010Resumo
Nas últimas décadas no Brasil, houve um aumento dos estudantes provenientes da classe trabalhadora nas universidades públicas e privadas. Este aumento é resultado da luta de diferentes organizações e de políticas públicas desenvolvidas pelo Estado brasileiro para ampliar o acesso à universidade púbica. Neste contexto, o presente trabalho busca, a partir da análise do perfl socioeconômico dos estudantes de graduação do Departamento de Geografa da USP, discutir as implicações político-pedagógicas da chegada da classe trabalhadora à universidade. Para tanto, retomamos os debates trazidos pela literatura científica sobre esta temática, buscando construir relações com o nosso objeto de investigação. Além disso, analisamos dados de questionário aplicado a 290 estudantes (em um total de 1127) regularmente matriculados no curso de graduação do DG-USP no primeiro semestre de 2016, levando em consideração tanto a condição socioeconômica dos estudantes, quando a percepção dos mesmos em relação as principais dificuldades encontradas no curso. A partir, é possível perceber que a chegada da classe trabalhadora à universidade pública provoca importantes processos de debates e embates na dinâmica político-pedagógica dos cursos que podem ser importantes momentos coletivos de reconstrução curricular e de práticas educativas.
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