Geografia e escrita
a cidade interpelada pelas crônicas
DOI:
https://doi.org/10.5418/ra2023.v19i38.16648Palavras-chave:
Geografia e Literatura; paisagem; olhar; metrópole.Resumo
A crônica percebe a cidade na escala do ordinário. Se entendermos que toda crônica é uma obra de ficção, um gênero que transforma lugares geográficos em locais narrativos, pode-se, por extensão, afirmar que, o olhar do cronista transforma casas, ruas, portas de bares, esquinas e bueiros em texto. Neste movimento de aproximação entre a Geografia e literatura – dentre tantos possíveis, interessa-nos, especialmente, a leitura e produção da cidade a partir das crônicas. Estabelecemos o recorte de três crônicas publicadas por geógrafos e geógrafa no blog “Multiplicadores de VISAT” (Vigilância em Saúde do Trabalhador). As reflexões apontam, para a potência da escrita de crônicas na iluminação do tráfego orgânico entre imagem e palavra, na
interpelação do sequestro do olhar e da atenção nas metrópoles e no descortinamento de “cidades invisíveis” e possíveis.
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