O prólogo da barbárie

Érika de Freitas Arvelos, David Silva de Oliveira

Resumo


No ano de 2018 realizaram-se no Brasil as eleições gerais. A população brasileira votou para presidente, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno aconteceu no dia 7 de outubro e o segundo turno no dia 28 do mesmo mês. O período pré-eleitoral foi marcado por profusos acontecimentos: manifestações, assassinatos, agressões, insultos, entre outras ocorrências. Grande parte motivadas por desavenças políticas. Essas ocorrências hostis apresentam algo em comum: um circuito de sentimentos e exaltações sanhas que estavam sendo agenciadas nas redes sociais. Diante disso, nos interessa o estudo do agenciamento dessas ações (fala/escrita/ações dos corpos) durante a pré-eleição política no Brasil. Analisamos como as redes sociais e as informações que lá circulavam, sobre os candidatos à presidência, contribuíram para uma mudança cognitiva, nos padrões fenomenológicos de atenção, consciência política e história.  Para tal empenho analítico utilizamos o cabedal teórico das ciências sociais (antropologia, sociologia e política), alguns conceitos de Michel Foucault, a biopolítica, assim como agenciamos outros conceitos de áreas de outras áreas do conhecimento, por exemplo: literatura, linguística e psicanálise, criando uma análise aberta, em rede, ou seja, rizomática. 

Palavras-chave


Biopolítica. Redes sociais. Linguagem.

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DOI: https://doi.org/10.30612/nty.v7i10.10301

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