O Ensino Superior perante as demandas da educação inclusiva: o que pensam os gestores da Universidade Federal de Ouro Preto

Marco Antônio Melo Franco, Marcilene Magalhães da Silva, Carla Mercês da Rocha Jatobá Ferreira

Resumo


A crescente demanda no campo da educação inclusiva, que vem se tornando pauta na Educação Superior, tem, de alguma maneira, contribuído para o repensar dessa etapa de formação. Faz-se necessária a tomada de posição das instituições no sentido de diminuir as barreiras que dificultam o pleno exercício do direito dos cidadãos que, agora, nela adentram. Para tanto, investigamos como os gestores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) concebem três conceitos que entendemos fundamentais para a implementação de políticas inclusivas, sendo eles: inclusão, interculturalidade e inovação pedagógica. Por meio da aplicação de questionários, realizamos a coleta de dados nos diferentes níveis de gestão da universidade. Do total de 120 questionários aplicados 38 foram respondidos. Foi possível observar que os gestores possuíam um maior conhecimento sobre o tema da inclusão, o que não se estendeu aos outros dois conceitos. Podemos considerar que as respostas apontam para a necessidade de construir um campo de estudos e debates acerca dos conceitos investigados, no intuito de promover a formação no âmbito da instituição e, assim, garantir que a educação inclusiva seja central nas ações da Ufop.

Palavras-chave


Educação Superior. Inclusão. Interculturalidade. Inovação pedagógica.

Texto completo:

PDF

Referências


AINSCOW, Mel. Tornar a educação inclusiva: como essa tarefa deve ser conceituada? In: FÁVERO, Osmar et al. (Org.). Tornar a educação inclusiva. Brasília: Unesco, 2009. p. 11-23.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988.

BRASIL. Declaração Mundial sobre Educação para Todos: plano de ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. Unesco, Jomtiem/Tailândia, 1990.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: pluralidade cultural e orientação sexual. Brasília: MEC/SEF, 1997.

BRASIL. Censo da Educação Superior: 2011 – Resumo técnico. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2013. Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/resumo_tecnico/resumo_tecnico_censo_educacao_superior_2011.pdf. Acesso em: 10 jan. 2017.

CANDAU, Vera Maria. Sociedade, educação e cultura. Petrópolis: Vozes, 2002.

CANDAU, Vera Maria. Direitos humanos, educação e interculturalidade: as tensões entre igualdade e diferença. In: ______ (Org.). Educação intercultural na América Latina: entre concepções, tensões e propostas. Rio de janeiro: 7 Letras, 2009. p. 154-173.

CANDAU, Vera Maria. Diferenças culturais, cotidiano escolar e práticas pedagógicas. Currículo sem Fronteiras, v. 11, n. 2, p. 240-255, 2011.

CANDAU, Vera Maria. Diferenças culturais, interculturalidade e educação em direitos humanos. Educação e Sociedade, Campinas, v. 33, n. 118, p. 235-250, jan.-mar. 2012. Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br. Acesso em: 5 jan. 2017.

CARVALHO, R. E. Removendo barreiras para a aprendizagem. Porto Alegre: Mediação, 2000.

CUNHA, Maria I. da. Inovações na educação superior: impactos na prática pedagógica e nos saberes da docência. Em Aberto, Brasília, v. 29, n. 97, p. 87-101, set.-dez. 2016.

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA E LINHAS DE AÇÃO SOBRE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS. Brasília, Corde, 1994. Disponível em: . Acesso em: 5 jan. 2017.

FLEURI, Reinaldo Matias (Org.). Intercultura: estudos emergentes. Ijuí: Unijuí, 2002.

FLEURI, Reinaldo Matias (Org.). Intercultura e educação. Revista Brasileira de Educação, n. 23, p. 16-35, 2003.

FLEURI, Reinaldo Matias (Org.). Complexidade e interculturalidade: desafios emergentes para a formação de educadores em processos inclusivos. In: FÁVERO, Osmar et al. (Org.). Tornar a educação inclusiva. Brasília: Unesco, 2009. p. 65-88.

FRANCO, Maria Amélia S. Práticas pedagógicas de ensinar e aprender: entre resistências e resignações. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 41, n. 3, p. 601-614, jul.-set. 2015.

GLAT, Rosana; PLETSCH, Márcia D.; FONTES, Rejane de S. Educação inclusiva & educação especial: propostas que se complementam no contexto da escola aberta à diversidade. Educação Santa Maria, v. 32, n. 2, p. 343-356, 2007 Disponível em: http://www.ufsm.br/ce/revista. Acesso em: 26 jan. 2014.

MARCONI, Maria de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 1999.

MATOS, Selma Norberto; MENDES, Enicéia Gonçalves. A proposta de inclusão escolar no contexto nacional de implementação das políticas educacionais. Praxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 10, n. 16, p. 35-59, 2014.

ROMERO, Carlos Giménez. Interculturalidade e mediação. Caderno de Apoio à Formação. Lisboa: Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, 2010.

SANTOS, Mônica Pereira dos. O papel do Ensino Superior na proposta de uma educação inclusiva. Revista Movimento, Faculdade de Educação da UFF, n. 7, p. 78-91, maio 2003.

SASSAKI, Romeu K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997. (Coleção Inclusão.)

SZYMANSKI, Heloisa; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de; PRANDINI, Regina Célia Almeida Rego (Org.). A entrevista na pesquisa em educação: a prática reflexiva. 4. ed. Brasília: Líber Livro, 2011.

VEIGA, Ilma P. A. Inovações e projeto político-pedagógico: uma relação regulatória ou emancipatória? Caderno Cedes [online], v. 23, n. 61, p. 267-281, 2003. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0101-32622003006100002. Acesso em: 6 jan. 2017.

WANDERLEY, Mariangela Belfiore. Refletindo sobre a noção de exclusão. In: SAWAIA, Bader. As artimanhas da exclusão: análise psicossocial e ética da desigualdade social. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. p. 16-26.




DOI: https://doi.org/10.30612/eduf.v8i22.9048

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.