Evangélica(s) e abortista(s): vivência, militância e atuação na Frente Evangélica pela Legalização do Aborto
DOI:
https://doi.org/10.30612/nty.v13i22.21094Palavras-chave:
aborto, mulheres evangélicas, religião, Justiça reprodutivaResumo
O presente artigo trata sobre a atuação de mulheres evangélicas progressistas da Frente Evangélica pela Legalização do Aborto (FEPLA) através de cenas vividas pela autora deste texto, uma das integrantes do coletivo. Em geral, o aborto é percebido como temática tabu, especialmente nas igrejas protestantes, que o enxergam a partir do discurso da criminalização e do pecado. A FEPLA contrária a esse posicionamento defende que as mulheres que abortam devem ser acolhidas, cuidadas e orientadas. Elas precisam de mãos estendidas e não de algemas nos punhos. A FEPLA não possui como objetivo ser entendida como a verdade absoluta do cristianismo, mas luta para que reconheçam que há outras perspectivas além da hegemônica conservadora. Defende-se, então, que a criminalização do aborto é contrária aos direitos humanos, por ser uma política que não cuida e mata mulheres, especialmente as pobres e negras, as mesmas que enchem os bancos das igrejas evangélicas. Assim, a FEPLA acredita na sacralidade da vida, na política de redução de danos e de desencarceramento visando extirpar a subalternidade e opressão imposta às mulheres religiosas.
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