Os gritos dos não ditos: um panorama dos serviços a partir do conceito de justiça reprodutiva

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.30612/nty.v13i22.21072

Palabras clave:

aborto legal, justiça reprodutiva, serviços de saúde, interseccionalidade, feminismo negro

Resumen

Este trabalho se origina a partir das análises tecidas no projeto de pesquisa: “Psicologia e atenção humanizada ao abortamento no Brasil: uma proposta de ensino, pesquisa e extensão para fundamentar a atuação profissional no âmbito dos serviços de saúde sexual e reprodutiva” desenvolvido entre 2022 e 2024. Neste texto, nos debruçamos sobre os dados produzidos, objetivando discorrer sobre a dificuldade de contactar e acessar informações, de domínio público, com relação ao funcionamento dos serviços de aborto legal; analisar o que as respostas dadas pelos equipamentos nos informam sobre o público atendido, quem tem acesso a assistência no serviço, considerando as iniquidades estruturais que operam e interferem nos direitos e na saúde reprodutiva. Buscamos refletir sobre como o cenário atual no que tange à informação e às respostas dos serviços, aproxima ou distancia o Brasil de um compromisso com a justiça reprodutiva. A metodologia é centrada nas premissas das epistemologias feministas: reflexividade, posicionalidade e reconhecimento, tendo como ferramenta metodológica a interseccionalidade e a compreensão das injustiças estruturais que marcam a sociedade brasileira e, portanto, não podem ser deslocadas das discussões sobre sexualidade e reprodução. Os resultados apontam para iniquidades que entrelaçam raça, classe, territorialidade e gênero, na produção de significativas discrepâncias na oferta de serviços, na implementação dos mesmos e no compromisso — ou falta de — com a divulgação de informações sobre os serviços de aborto legal como política de promoção de saúde para vítimas de violência sexual. Concluímos que, no que tange ao aborto legal, a legislação vigente e as normas técnicas estão longe de serem materializadas como direitos de modo integral, universal e equitativo, como prevê o Sistema Único de Saúde, sendo marcante o entrelaçamento entre as desigualdades estruturais e o acesso ou interdição aos serviços de aborto legal.

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Biografía del autor/a

Keren Clementina Martins França, UFMG

Graduanda em psicologia pela UFMG, artista de circo, cantora e escritora. Atualmente estagiária da Associação das Prostitutas de Minas Gerais – APROSMIG, atuando com a Psicologia Social Comunitária e a Justiça Reprodutiva.

Paula Rita Bacellar Gonzaga, UFMG

Doutora em Psicologia; Professora do departamento de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Co-coordenadora do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão - Conexões de Saberes; Coordenadora da Liga de Psicologia Social Latinoamericana; Tutora do Pet-Conexões de Saberes; Coordenadora do Gepsila - Grupo de extensão sobre aborto e Psicologia na América Latina; Membra da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia.

Lorena de Brito Marcelino Pereira, UFMG

Graduada em Psicologia (UFMG), especialista em saúde da mulher (Programa de Residência Multiprofissional em Saúde - HOB/Prefeitura Municipal de Belo Horizonte), mestre em psicologia social (UFMG), doutoranda em psicóloga social (UFMG), integrante do Núcleo Conexões dos Saberes, integrante do Gepsila - Grupo de extensão sobre aborto e Psicologia na América Latina: trabalhadora da rede de atenção Psicossocial de Belo Horizonte.

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Publicado

2025-12-15

Cómo citar

França, K. C. M., Gonzaga, P. R. B., & Pereira, L. de B. M. (2025). Os gritos dos não ditos: um panorama dos serviços a partir do conceito de justiça reprodutiva. Revista Ñanduty, 13(22), 47–80. https://doi.org/10.30612/nty.v13i22.21072

Número

Sección

Aborto legal: experiências, entraves e possibilidades