Aborto e juventude: percepções sobre a Rede de Atenção à Saúde nas regiões sul e sudeste do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.30612/nty.v13i22.21073Keywords:
atenção integral à saúde, aborto, direitos sexuais e reprodutivosAbstract
Objetivou-se analisar os desafios e potencialidades da Rede de Atenção à Saúde (RAS) na linha de cuidado de mulheres jovens em situações de aborto nas regiões sul e sudeste do Brasil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, realizada no formato online. Foram realizadas seis entrevistas semiestruturadas em profundidade, analisadas por meio da triangulação das percepções dos seguintes perfis de participantes: profissionais e gestores atuantes na RAS nas esferas municipal e estadual; usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) ou responsáveis legais, que acessaram o serviço de saúde para atendimento de situações que envolveram aborto. Os resultados foram sistematizados em duas categorias: a) situações de violência e aborto e b) Rede de Atenção à Saúde. Essas categorias se subdividem em: aborto e violência sexual; violência obstétrica, violência institucional e julgamentos morais de profissionais da RAS; serviços e o processos de trabalho; boas práticas em Saúde Sexual e Reprodutiva. A análise do conteúdo foi realizada a partir da perspectiva da justiça reprodutiva. Foi possível concluir que são consideradas potencialidades a existência de protocolos e fluxos no cuidado às pessoas que procuram aborto legal; ademais foi identificado o fortalecimento de vínculo e a escuta como princípios orientadores das equipes de saúde em diferentes pontos das RAS. No que tange aos desafios, foi possível identificar que: há uma produção de sofrimento psíquico na vivência do aborto; violências permanecem ocorrendo nos serviços de saúde; corpos racializados são os mais afetados em gestações não planejadas, pois a criminalização e o controle reprodutivo afetam de forma mais severa as mulheres negras.
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