Percepciones, desafíos y limitaciones: respuestas a la trata de personas desde una perspectiva comparativa entre ONGs de Brasil y Portugal
DOI:
https://doi.org/10.30612/rmufgd.v13i25.17229Palabras clave:
trata de personas, trabajo sexual, organizaciones de la sociedad civilResumen
El presente artículo tiene como objetivo analizar el papel que ONGs de Brasil y Portugal, con diferentes perspectivas sobre la migración, la prostitución y, principalmente, el tráfico sexual, desempeñan en relación a estos fenómenos en las agendas nacionales de ambos países. Se realizó un estudio de caso comparativo de carácter explicativo y cualitativo que, además de una revisión bibliográfica, utilizó técnicas de análisis documental y entrevistas semiestructuradas con representantes institucionales especializados en el campo de la trata de personas en ambos países. Se observó que las organizaciones se posicionan de distintas maneras en el régimen internacional sobre trata de personas y que sus acciones, percepciones y propuestas parecen basarse más en sus experiencias en el campo y en áreas afines que en un concepto unificado establecido por el Protocolo de Palermo. Más notablemente, en ambos países, la posibilidad de participación de estas organizaciones en la agenda gubernamental parece estar vinculada a cuán afines estén con las respectivas perspectivas nacionales de enfrentamiento a la trata, fuertemente guiadas por los parámetros de seguridad establecidos por el Protocolo de Palermo y observados a nivel internacional, dejando poco espacio para propuestas alternativas por parte de las organizaciones que asumen una postura crítica a este enfoque hegemónico, lo que pone en evidencia la paradoja entre los avances normativos establecidos y la falta de políticas públicas efectivas para abordar el fenómeno.
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