Narrativas em rede: O Breque dos Apps e as novas formas de manifestação de trabalhadores em plataformas digitais

Autores/as

  • Nina Desgranges
  • Wickson Ribeiro

DOI:

https://doi.org/10.30612/mvt.v8i14.15024

Resumen

O presente artigo analisa a divulgação e repercussão nas redes sociais das manifestações de entregadores de aplicativo no Brasil durante a pandemia da covid-19 – os Breques dos Apps, que aconteceram em julho de 2020 – contribuindo para os estudos sobre trabalho em plataformas digitais. Para analisar o uso de redes sociais por entregadores como ferramenta de denúncia da precarização do trabalho e reivindicação de direitos, combinou-se metodologia quantitativa e qualitativa visando análise densa da rede, a partir da extração e observação de 1162 publicações no Instagram contendo a tag #ApoioBrequeDosApps, e 50 vídeos na plataforma YouTube. Além da análise de dados, utiliza-se material etnográfico coletado, há mais de dois anos, em canais de YouTube de entregadores-influencers. Os dados extraídos apontaram para um êxito na divulgação do Breque e a observação de entregadores-influencers e seu público apontam para a constituição de novos elementos e narrativas que permitem arranjos de organização e mobilização diferentes do sindicalismo, características das novas formas de organização do trabalho.

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Biografía del autor/a

Nina Desgranges

Graduanda em Bacharel em Ciências Sociais no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ) e pesquisadora do Laboratório de Estudos Digitais (IFCS). ninadesgranges@gmail.com

Wickson Ribeiro

Graduando em Licenciatura em Ciências Sociais no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ) e pesquisador do Laboratório de Estudos Digitais (IFCS). wickson.m.ribeiro@gmail.com

Publicado

2021-08-02

Cómo citar

Desgranges, N., & Ribeiro, W. (2021). Narrativas em rede: O Breque dos Apps e as novas formas de manifestação de trabalhadores em plataformas digitais. MovimentAção, 8(14), 189–208. https://doi.org/10.30612/mvt.v8i14.15024

Número

Sección

Dossiê: As fronteiras do trabalho em tempos de crise