Águas urbanas e modernidade: o manejo das águas em Mariana na Primeira República (1889–1915)
DOI:
https://doi.org/10.30612/rehr.v21i41.20383Palabras clave:
Mariana; Câmara Municipal; Ribeirão do Carmo; Saneamento.Resumen
Este artículo analiza las prácticas del Ayuntamiento de Mariana, Minas Gerais, en materia de gestión hídrica urbana entre finales del siglo XIX y principios del XX. El objetivo es comprender cómo la administración municipal afrontó las inundaciones recurrentes del río Ribeirão do Carmo y las demandas de saneamiento básico y abastecimiento de agua potable, en consonancia con las ideas de modernidad de la Primera República. Para ello, se consultaron actas de reuniones, informes de los presidentes del Ayuntamiento y ordenanzas municipales del período de 1889 a 1930. Los resultados demuestran que la gestión hídrica fue un tema recurrente, que interconecta proyectos de canalización, concesiones de agua, limpieza de arroyos, construcción y mantenimiento de fuentes, y debates sobre saneamiento. Se identificaron ambiciosas propuestas de modernización, influenciadas por ingenieros formados en la Escuela de Minas de Ouro Preto, aunque muchas de ellas no se implementaron debido a las limitaciones financieras del Ayuntamiento. Se concluye que las prácticas municipales reflejaron una visión higienista y civilizatoria, que si bien apuntaba a la modernización urbana, no siempre consideró a las poblaciones más vulnerables, manteniendo tensiones históricas entre la ocupación humana, el medio ambiente natural y la planificación del espacio urbano.
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