Descolonizando o ensino de Hist´ória: Reflexões Pedagógicas e Filosóficas
DOI:
https://doi.org/10.30612/rehr.v22i42.20230Palabras clave:
Ensino de História, Decolonial, Graffiti, EducaçãoResumen
O artigo aborda a necessidade de transformar o ensino de História, rompendo com estruturas eurocêntricas que perpetuam a colonialidade do saber. Fundamentado nas teorias de Paulo Freire e Enrique Dussel, e no diálogo com conceitos como colonialidade e decolonialidade, o texto propõe práticas pedagógicas que valorizem saberes locais, epistemologias diversas e a inclusão de narrativas subalternas. Nessa perspectiva, o artigo explora o potencial do graffiti como ferramenta pedagógica decolonial, como prática de resistência cultural, conectando os educandos às suas identidades locais e promovendo reflexões sobre questões sociais, ambientais e históricas, tendo como base metodológica uma pesquisa de campo realizada em 2024, na cidade de Belém-PA e entrevista narrativa com grafiteiros e grafiteiras locais, além da observação participante de uma oficina de graffiti. Conclui-se que decolonizar do ensino de História é essencial para a formação de cidadãos críticos e engajados. Propostas como a inclusão de saberes locais, a desconstrução de narrativas coloniais e o diálogo entre epistemologias diversas são caminhos para uma educação mais justa e plural.
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