A RECRIAÇÃO CONSERVADORA DO ESTADO: IMPASSES NO REFORMISMO PROGRESSISTA E POPULAR E O GOLPE DE 2016
DOI:
https://doi.org/10.5418/RA2016.1219.0001Resumo
O objetivo deste artigo é demonstrar que a crise política brasileira, que culminou no impeachment da presidente da república Dilma Roussef, antes de ser fruto de uma profunda crise econômica tem causa na formação de um amplo condomínio empresarial, partidário e midiático com tentáculos no seio do aparelho do Estado. A formação deste condomínio político de caráter conservador foi parte de um processo de acúmulo de forças por causa de riscos na transição do neoliberalismo a um Novo Projeto Nacional Brasileiro. Como os péssimos resultados de 2015 foram criticados não por seus equívocos decisórios e sim por falta de confiança na política econômica, buscou-se as condições objetivas para deliberar um golpismo de caráter explícito. Sob a aparência de estabilidade e respeito às leis, oculta que se propõem a recriar o Estado impondo duras restrições a sua discricionariedade.
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