Desenvolvimento, r-existir e bem-viver: realidades e horizontes políticos para a vida
DOI:
https://doi.org/10.5418/ra2024.v20i43.19371Palavras-chave:
organização social, Desenvolvimento, r-existir, Bem Viver, VidaResumo
A partir de experiências com povos do campo, das florestas e das águas a proposta deste artigo é fazer uma revisão de conceitos e categorias políticas que têm sido trabalhadas pela autora especialmente durante e após o doutorado. Trata-se de identificar alternativas ao desenvolvimento a partir da organização social em torno de diferentes formas de r-existência privilegiando a vida, pautando outros horizontes políticos e, em muitos casos, o bem viver. Nos diferentes apartados entrelaçam-se aspectos teóricos e práticos, especificamente desde o pós-desenvolvimento. Um dos desafios é ter autocrítica no fazer e avaliar aqueles conceitos/categorias que nos sustentam teoricamente. E nessa perspectiva, considera-se urgente a consolidação de alternativas ao desenvolvimento, inclusive saindo desse espelho que não mostra o reflexo dos povos do campo, das florestas e das águas. É preciso continuar construindo possibilidades traçando outros caminhos, não como oposição, mas independentemente do capitalismo colonial patriarcal.
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