Agenciamento e resistência no Atlântico Negro
o fenômeno da (des) (re)territorialização da população negro-africana sob uma perspectiva afrocêntrica
DOI:
https://doi.org/10.5418/ra2023.v19i38.13820Palavras-chave:
Atlântico Negro, Diáspora negro-africana, (Des)(Re)Territorialização, Afrocentricidade.Resumo
O artigo em tela apresenta o movimento de diáspora negro-africana sob a perspectiva do fenômeno da (des)(re)territorialização. Trata-se de uma análise “geo-histórica” elaborada sob o prisma da afrocentricidade, a qual tem como principal característica apresentar uma (re)leitura e sistematização do território do Atlântico Negro, a partir do protagonismo da população negra que, mesmo submetida às opressões do sistema mercantil-escravagista, conseguiu colocar em movimento ideias e estratégias que garantissem a sua sobrevivência e, posteriormente a sua (re)territorialização. Sob tal perspectiva, o navio negreiro, neste estudo, é invocado como um espaço de “agenciamentos de culturas”, um “território móvel” onde os povos negros superaram o trauma da travessia e conseguiram articular estratégias que garantissem a sua sobrevivência. Sendo assim, em caráter elucidativo, tomou-se como exemplo o processo de desterritorialização dos povos Jagas, na região centro-africana nos séculos XVI e XVII; e o processo de constituição do Quilombo de Palmares, sua máxima referência de reterritorialização.Downloads
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