Movimentos sociais no governo Bolsonaro
DOI :
https://doi.org/10.5418/ra2020.v16i29.12502Mots-clés :
movimentos sociais rurais, relações movimentos sociais e Estado, questão agrária, governo BolsonaroRésumé
O artigo se propõe a analisar os movimentos sociais rurais no Brasil num contexto adverso, marcado pelo fechamento do diálogo com o Estado. Inicia com rápidas anotações sobre o que a literatura especializada tem chamado de movimentos sociais, os limites das análises que não olham o processo interno das organizações e a forma como têm sido abordadas as relações entre movimentos sociais e Estado. Prossegue com uma reflexão sobre o comportamento e principais bandeiras das organizações que falam em nome dos trabalhadores do campo no Brasil nos últimos anos, de forma a caracterizar as relações possíveis entre o Estado, em suas diferentes faces, e as organizações e formas de ação coletiva que marcam a vitalidade da vida social. Na sequência, trata da relação entre movimentos sociais e Estado no governo Bolsonaro.
Téléchargements
Références
ABERS, R.; VON BÜLOW, M.. Movimentos sociais na teoria e na prática: como estudar o ativismo através da fronteira entre Estado e sociedade? Sociologias, vol. 13, n. 28, p. 52-84. Dez. 2011 DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-45222011000300004
ALENTEJANO, P. R. R. A Política Agrária do governo Temer: a pá de cal na agonizante reforma agrária brasileira? OKARA: Geografia em debate, v. 12, n. 2, p. 308-325. Maio 2018. DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2018v12n2.41319
ALMEIDA, A. W. B.. Terras de quilombos, terras indígenas, “babaçuais livres”, “castanhais do povo”, faxinais e fundos de pasto: terras tradicionalmente ocupadas. Manaus: PPGSCA-Ufam, 2006.
ANDRADE, M. P. Terra de índio. Identidade étnica e conflito em terras de uso comum. São Luis:UFMA, 1990.
ARAÚJO, M. L. C. Na margem do lago: um estudo sobre sindicalismo rural. Recife: Editora Massangana, Fundação Joaquim Nabuco, 1990.
AZEVEDO, F. A. As Ligas Camponesas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
BENEDETTI, A. “Quando se fala em terra”: a constituição de arena pública em torno da titulação de territórios quilombolas no Rio Grande do Sul. (Tese de Doutorado). Porto Alegre: PGDR/UFRGS, 2020.
BRITO, R. B. “Luta-se pela terra livre”: Resistência e luta pela terra em Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro. (Dissertação de mestrado). Rio de Janeiro: CPDA/UFRRJ. 2018.
BRUNO, R. A. L.; MEDEIROS, L. S. Percentuais e causas de evasão nos assentamentos rurais. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário/ Incra, 2001.
CEFAÏ, D. Diez propuestas para el estudio de las movilizaciones colectivas. De la experiencia al compromisso. Revista de Sociología, Universidad de Chile, n. 26, p. 137-166. 2011. CPT. Balanço da Reforma Agrária 2019. Disponível in <https://www.cptnacional.org.br/publicacoes/ DOI: https://doi.org/10.5354/0719-529X.2011.27491
noticias/cpt/5039-balanco-da-reforma-agraria-2019>. Acesso em 15 de abril de 2020.
ECKERT, C. Movimento dos Agricultores sem Terra no Rio Grande do Sul. 1960-1964. (Dissertação de Mestrado). Seropédica: CPDA/UFRRJ, 1984.
FEITOSA, A. C. Embates invisíveis: as formas de resistência em Campinho da Independência, Paraty. In: MEDEIROS, L. S. (Org). Ditadura, conflito e repressão no campo. A resistência camponesa no estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Consequência, 2018.
FERREIRA, A. C. Tutela e resistência indígena. São Paulo: Edusp, 2013.
GERMANI, G. I. Expropriados terra e água: o conflito de Itaipu. Salvador: Edufba/Ulbra, 2003.
GRAMSCI, A. Cadernos do Cárcere, vol. 3. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2007.
MARTINS, J. S. A militarização da questão agrária no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1984.
MARTINS, J. S. O sujeito oculto. Porto Alegre; Editora da UFRGS, 2003.
MATTEI, L. A política agrária e os retrocessos do governo Temer. OKARA: Geografia em debate, v.12, n. 2, p. 293-307. Maio 2018. DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2018v12n2.41318
MATTEI, L. Análise da produção acadêmica do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) entre 1996 e 2006. Estudos Sociedade e Agricultura (UFRRJ), v. 18, n. 1, p. 56-
Abril 2010.
MCADAM, D.; TARROW, S.; TILLY, C.Dynamics of contention. Cambridge, Cambridge University Press, 2001. DOI: https://doi.org/10.1017/CBO9780511805431
MEDEIROS, L. S. Movimentos sociais, disputas políticas e reforma agrária de mercado no Brasil. Seropédica: Editora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Unrisd, 2002.
MEDEIROS, L. S.. Trabalhadores do campo, luta pela terra e regime civil-militar. In PINHEIRO, M.Pinheiro (org). Ditadura, o que resta da transição. São Paulo, Boitempo, 2014.
MEDEIROS, L. S. Transformações nas áreas rurais, disputa por terra e conflitos sociais no estado do Rio de Janeiro (1946-1988). In: MEDEIROS, L. S. (Org). Ditadura, conflito e repressão no campo. A resistência camponesa no estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Consequência, 2018.
MEDEIROS, L. S. Impasses da luta pela terra e das possibilidades de reforma agrária nos governos FHC e Lula (1995-2010). In: COELHO, F.; CAMACHO, R. S. C. O campo no Brasil contemporâneo: do governo FHC aos governos petistas (Questão agrária e reforma agrária – vol. I). Curitiba: CRV Editora, 2018.
MELUCCI, A. A invenção do presente. Movimentos sociais nas sociedades complexas. Petrópolis: Vozes, 2001.
PAULA, E. A. Seringueiros e Sindicatos: um povo da floresta em busca da liberdade. Rio Branco - AC: Nepan Editora, 2016.
PEREIRA, J. M. M. A política de reforma agrária de mercado do Banco Mundial: fundamentos, objetivos, contradições e perspectivas. São Paulo: Hucitec, 2010.
ROSA, M. C. Sem-Terra: os sentidos e as transformações de uma categoria de ação coletiva no Brasil. Lua Nova, São Paulo, 76, p. 197-227. 2009. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-64452009000100007
SCOTT, J. Domination and the Arts of Resistance. Hidden Transcripts. New Haven, London: Yale University Press, 1990.
SIGAUD, L. A luta de classes em dois atos: notas sobre um ciclo de greves camponesas. Dados, revista de Ciências Sociais. vol. 29, n. 3. 1986.
SIGAUD, L. As condições de possibilidade das ocupações de terra. Tempo Social, Revista de Sociologia da USP, v. 17, n. 1, p. 255-280. Junho 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-20702005000100011
STEIN, L. M. Trabalhismo, Círculos Operários e política. A construção do sindicato de trabalhadores agrícolas no Brasil (1954 a 1964). São Paulo: Annablume/Fapesp, 2008.
TARROW, S. O poder em movimento. Petrópolis: Vozes, 2009.
TEIXEIRA, M. A. Movimentos sociais, ações coletivas e reprodução social: a experiência da Contag (1963-2015). (Tese de Doutorado). Rio de Janeiro: Iesp/Uerj, 2018.
TILLY, C. Contentious performances. Cambridge: Cambridge University Press, 2008. DOI: https://doi.org/10.1017/CBO9780511804366
TILLY, C. Movimentos sociais como política. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 3, p. 133-160. Rio de Janeiro 2010.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
Les auteurs qui publient dans cette revue acceptent les conditions suivantes :
- Les auteurs conservent les droits d’auteur sur leurs travaux et accordent à la revue le droit de première publication. Le travail est diffusé simultanément sous licence Creative Commons Attribution – Pas d’Utilisation Commerciale – Partage dans les Mêmes Conditions 4.0 International (CC BY-NC-SA 4.0), qui permet de partager et d’adapter le contenu, à condition de créditer correctement les auteurs et la publication initiale dans cette revue, que l’utilisation ne soit pas commerciale et que les œuvres dérivées soient distribuées sous la même licence.
- Les auteurs sont autorisés à conclure des accords contractuels supplémentaires pour la diffusion non exclusive de la version publiée dans cette revue (par exemple, un dépôt dans un répertoire institutionnel ou une publication sous forme de chapitre d’ouvrage), à condition de mentionner la paternité de l’œuvre et la publication initiale dans cette revue.
- Les auteurs sont encouragés à diffuser leurs travaux uniquement après publication dans la revue, via des dépôts institutionnels, des pages personnelles ou d’autres supports académiques, en mentionnant toujours la référence à la publication originale.


