Precarização e superexploração do trabalho: a neobarbárie anunciada na Usina Hidrelétrica (UHE) de Jirau (RO)
DOI :
https://doi.org/10.5418/ra2025.v21i45.19572Mots-clés :
Amazônia, Trabalho, Energia hidrelétrica, Grandes projetosRésumé
Este texto tem como objetivo analisar a precarização e a exploração do trabalho na Usina Hidrelétrica de Jirau, no estado de Rondônia, compreendendo-a no contexto do desenvolvimento do capitalismo brasileiro sob o Novo Desenvolvimentismo, no qual a Amazônia brasileira se consolida como a fronteira hidroenergética nacional. A metodologia fundamentou-se na revisão bibliográfica, na pesquisa documental, em entrevistas com auditor do trabalho, sindicalista e trabalhadores da UHE de Jirau. Constatou-se a exploração da força de trabalho em Jirau pelo capital na intensificação da produção, na subcontratação, nos mecanismos de extração de mais trabalho, via processos de expansão da jornada, intensificação da produção, subcontratação, na terceirização, no aumento da produtividade e nas metas de produção. As formas de controle do trabalho nos canteiros de obras também podem ser verificadas na esfera da reprodução do trabalho, em alojamentos insalubres, má alimentação, formas de coerção, vigilância, assédio e captura da subjetividade.
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