Geografia brasileira, poder, gênero e prestígio científico
DOI:
https://doi.org/10.5418/ra2021.v17i32.12473Palabras clave:
Geografia, epistemologia, gênero, poderResumen
Este artigo tem por objetivo compreender o gênero na composição das relações de poder da produção científica geográfica no Brasil. Para isso foram analisados 17.636 artigos científicos de 90 periódicos online da Geografia brasileira no período de 1974-2015 e também a composição dos corpos discente e docente de 60 programas de pós-graduação brasileiros. Além disso, foram analisadas as ementas da disciplina de epistemologia da Geografia que compõe o projeto pedagógico dos referidos programas. Constatou-se que os homens detêm maior prestígio acadêmico e que usufruem dessa posição pelos traços androcêntricos que são mantidos nas práticas do fazer científico, bem como nas concepções teóricas.
Descargas
Citas
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Trad. Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 1977. 225p.
BOURDIEU, Pierre. A gênese dos conceitos de habitus e campo In: BOURDIEU, P. Poder simbólico. Portugal/Brasil: Difel/Bertrand, 1989
BOURDIEU, Pierre. “O campo científico” In: Pierre Bourdieu: Sociologia. São Paulo, Ática, 1983. Coleção Grandes Cientistas Sociais. pp. 122-123.
CESAR. Tamires Regina Aguiar de Oliveira. ‘Gênero, poder e produção científica geográfica no Brasil de 1974 a 2013’. 2015. 138f. Dissertação (Mestrado em Gestão do Território), Programa de Pós-Graduação em Gestão do Território. UEPG, Ponta Grossa-PR.
FERNANDES, Fernanda. A história da educação feminina. MultiRio. 2019. Disponível em: <http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/14812-a-hist%C3%B3ria-da-educa%C3%A7%C3%A3o-feminina> Acesso em: 10/06/2020.
FOUCAULT, Michel. A Ordem do Discurso. São Paulo: Loyola, 1996
FOUREZ, Gérard. A construção das ciências. Introdução à filosofia e à ética das ciências. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1995, p. 319.
LETA, Jacqueline. " As mulheres na ciência brasileira: crescimentos, contraste e um perfil de sucesso. Estudos Avançado, v.17, n. 49, p. 271-284, set 2003. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142003000300016
LOPES, Maria Margaret. Gênero e ciências no país: exceções à regra? Com Ciência, n. 50. Dez/Jan 2003. Disponível em: <http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/mulheres/01.shtml> Acesso em: dez de 2018.
MARQUES, Fabrício. Limites na diferença. Revista Pesquisa FAPESP. Ed.196, junho, 2012.
MASSEY, Dorren. Um sentido global de lugar. In: ARANTES, Antonio A. (Org.). O espaço da diferença. SP: Papirus, 2000, pp. 176-185
MASSEY, Dorren B. Pelo espaço: uma nova política da espacialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008.
McDOWELL, Linda. Gender, identity and place: understanding feminist geographies. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1999.
McDOWELL, Linda; PEAKE, Linda. Women in British geography revisited: or the same old story. Journal of Geography in Higher Education, v.14, n.1, p.19, 1990. DOI: https://doi.org/10.1080/03098269008709094
MELO, Hildete Pereira de, RODRIGUES, Ligia. Pioneiras da ciência no Brasil. Rio de Janeiro: SBPC, 2006.
MELO, Hildete Pereira de, RODRIGUES, Ligia. Pioneiras da ciência no Brasil: uma história contada doze anos depois. Ciência e Cultura. v. 70, n. 3, p. 41-47, 2018. http://dx.doi.org/10.21800/2317-66602018000300011 DOI: https://doi.org/10.21800/2317-66602018000300011
MIGNOLO, Walter. "Os esplendores e as misérias da "ciência: colonialidade, geopolítica do conhecimento e pluriversalidade epistêmica." In: SANTOS, Boaventura de Souza. Conhecimento prudente para uma vida descente. São Paulo: Cortez, 2004. p 668 – 709
MONK, Janice, HANSON, Susan.”On Not Excluding Half of the Human in Human Geography” . The Professional Geographer, v. 34, n 1, p. 11-23, 1982. DOI: https://doi.org/10.1111/j.0033-0124.1982.00011.x
MORIN, Edgar. O problema epistemológico da complexidade. Portugal, Europa-América, 1996
NARVAZ, Martha Giudice; KOLLER, Silvia Helena. Metodologias feministas e estudos de gênero: articulando pesquisa, clínica e política. Psicologia em Estudo, vol 11, nº 3, p. 647-654, set/dez 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-73722006000300021
PINTO, Vagner André Morais. Gênero e vivência cotidiana na instituição do espaço da produção científica geográfica paranaense. 2017. Dissertação (Mestrado) – Mestrado em Gestão do Território. Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2017.
PUJOL, Hermínia; ORTIZ, Anna; GARCIA RAMON, Maria Dolors. La Presencia y La Carrera Profesional de Las Mujeres en La Geografía Académica. Estudio de Las Peculiaridades Del Caso Español. Estudios Socioterritoriales Revista de Geografia. nº 7, p. 136 - 159, 2007/2008.
ROSE, Gillian. Progress in geography and gender - or something else. Progress in Human Geography, v.17, n.4, p. 531-537, 1993. DOI: https://doi.org/10.1177/030913259301700407
SILVA, Joseli Maria Silva. Ausências e silêncios do discurso geográfico brasileiro: uma crítica feminista ao discurso geográfico brasileiro. In: SILVA, Joseli Maria: Geografias Subversivas: discursos sobre espaço, gênero e sexualidades. Ponta Grossa: Todapalavra, 2009, p.25-54.
SOUSA SANTOS, Boaventura; MENESES, Maria Paula; ARRISCADO, João Nunes João. "Introdução: para ampliar o cânone da ciência – a diversidade epistemológica do mundo. In SOUSA SANTOS, Boaventura (org.). Semear outras soluções: Os caminhos da biodiversidade e dos conhecimentos rivais. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
VELHO, Léa. LÉON, Elena. A Construção Social da Produção Científica por Mulheres. Cadernos Pagu. nº 10, p.309-344, 1998
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Los autores que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
- Los autores conservan los derechos de autor de sus trabajos y conceden a la revista el derecho de primera publicación. El trabajo se distribuye simultáneamente bajo la licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0), que permite compartir y adaptar el material, siempre que se reconozca adecuadamente la autoría y la publicación original en esta revista, que el uso no tenga fines comerciales y que las obras derivadas se distribuyan bajo la misma licencia.
- Los autores están autorizados a establecer acuerdos contractuales adicionales para la distribución no exclusiva de la versión publicada en esta revista (por ejemplo, depósito en repositorios institucionales o publicación como capítulo de libro), siempre que se reconozca la autoría y la publicación inicial en esta revista.
- Se recomienda a los autores difundir sus trabajos únicamente después de su publicación en la revista, a través de repositorios institucionales, páginas personales u otros medios académicos, siempre con la debida referencia a la publicación original.


