Narrativas pós-abissais na educação geográfica
DOI:
https://doi.org/10.5418/ra2020.v16i31.12408Palabras clave:
sofrimento, coletivos segregados, premissas pedagógicasResumen
Como comunicar o sofrimento? As reflexões deste texto buscam respostas esta questão. Seis premissas são endereçadas ao educador e à educadora para o reconhecimento das demandas cognitivas, afetivas, ético-políticas dos sujeitos/coletivos segregados que chegam à escola. Tenciona-se a produção de narrativas pós-abissais, ou seja, narrativas comprometidas com a natureza social, histórica e territorial do sofrimento, entendido como matéria educativa/formativa. Na direção contrária da pedagogia cognitivista e das recentes políticas governamentais no campo educacional brasileiro, além da aprendizagem dos conteúdos, valoriza-se a educação enquanto potência de desenvolvimento humano. Compreensão que conduz o olhar pedagógico para os processos desumanizadores que se dão fora da escola, não menos determinantes do aprender e do ensinar. Educação, justiça social, território, escala, memória, cotidiano, trabalho, experiência são alguns dos conceitos mobilizados neste texto, convite à produção de narrativas combativas na Educação Geográfica.
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