Espaço e materialidade: lições de Marx
DOI:
https://doi.org/10.5418/ra2025.v21i45.14588Palavras-chave:
Crítica ontológica, Matéria, Materialismo, Abordagem relacionalResumo
O objetivo deste artigo é contribuir para uma crítica filosófica sobre a relação ou a oposição entre a materialidade e a imaterialidade, questão corrente nos estudos geográficos. Assim, utilizamos da própria fundamentação marxiana para fazer uma crítica sobre as abordagens relacionais de materialidade e imaterialidade e de objetividade e subjetividade, fundamental para revelar o conteúdo das relações sociais de produção e reprodução da existência humana. A exposição da pesquisa foi estabelecida em três etapas. Primeiro, desenvolveu-se uma explicação sobre a matéria e a materialidade dialética. Em seguida refletiu-se sobre a necessidade de desmascarar as coisas e identificar o movimento real nos objetos. E, por fim, ressaltou-se a presença da subjetividade na materialidade, de modo relacional, mas com a qualidade de não se pautar no que não existe, no que não é real, e sim dando reverberação ao que está presente e em movimento na produção da vida de pessoas reais.
Downloads
Referências
BARATA-MOURA, José. Materialismo e subjetividade – estudos em torno de Marx. Lisboa: Avante, 1997.
CARLOS, Ana Fani Alessandri. A Geografia Brasileira Hoje: Algumas Reflexões. Terra Livre, São Paulo: AGB, v. 1, n.18, p. 161-178, 2002.
EAGLETON, Terry. Marx estava certo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.
ENGELS, Friedrich. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo, 2010.
FERNANDES, Bernardo Mançano. Movimentos socioterritoriais e movimentos socioespaciais: contribuição teórica para uma leitura geográfica dos movimentos sociais. Revista NERA (UNESP), v. 6, p. 14-34, 2005. https://doi.org/10.47946/rnera.v0i6.1460 DOI: https://doi.org/10.47946/rnera.v0i6.1460
FOUCAULT, Michel. De espaços outros. Estudos Avançados, São Paulo, v. 27, n. 79, p. 113-122, 2013. https://doi.org/10.1590/S0103-40142013000300008. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142013000300008
HAESBAERT, Rogério. Do copo-território ao território-corpo (da T/terra): contribuições decoloniais. GEOgraphia, Niterói: POSGEO-UFF, v. 22, pp. 75-90, 2020a. https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2020.v22i48.a43100 DOI: https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2020.v22i48.a43100
HAESBAERT, Rogério. Território(s) numa perspectiva latino-americana. Journal of Latin American Geography, Baltimore: University of Texas Press, v. 19, n. 1, pp. 141-151, 2020b. https://doi.org/10.1353/lag.2020.0007 DOI: https://doi.org/10.1353/lag.2020.0007
HAESBAERT, Rogério. Territórios Alternativos. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2017.
HAESBAERT, Rogério. O mito da desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2016.
HAESBAERT, Rogério. De espaço e território, estrutura e processo. Economía, sociedad y territorio, Toluca, v. 13, n. 43, p. 805-815, set/dez 2013. DOI: https://doi.org/10.22136/est00201349
HAESBAERT, Rogério. Filosofia, geografia e crise da modernidade. Terra Livre, São Paulo: AGB. n. 7, p. 63-92, 1990.
HARVEY, David. Paris, capital da modernidade. São Paulo: Boitempo.2015
HARVEY, David. A condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 26. ed. São Paulo, SP: Loyola, 2017.
IASI, Mauro. Processo de Consciência. São Paulo: CPV, 1999.
LEFEBVRE, Henri. La producción del espacio. Madrid: Capitán Swing, 2013.
LÊNIN, Vladimir Ilyich Ulyanov. Materialismo e Empirocriticismo: Notas e Críticas Sobre uma Filosofia Reacionária. Arquivo Marxista na Internet, 1909. Disponível em: <https://www.marxists.org/portugues/lenin/1909/empiro/index.htm>. Acesso em: abr. 2021.
MARX, Karl. O Capital: Crítica da economia política. Livro I: O processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2013.
MARX, Karl. Contribuição à crítica da Economia Política. São Paulo: Expressão Popular, 2008.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã, crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas. São Paulo: Boitempo, 2007.
MARX, Karl. Crítica da filosofia do direito de Hegel. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2005.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Obras escolhidas. 3 Volumes. Lisboa: Avante; Moscovo: Progresso, 1985.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.
SERPA, Angelo. LATECRE convida: Angelo Serpa. Maio 2020. 3:03h. Produção do Laboratório Território, Cultura e Representações da Universidade Federal do Paraná. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=zoNo9KidQe0&t=3719s
SOJA, Edward William. Geografias Pós-Modernas. A reafirmação do espaço na teoria social crítica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1993.
SPIVAK, Gayatri Chakravony. Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2. reimpressão, 2014.
STÁLIN, Joseph Vissarionovich. Sobre o Materialismo Dialético e o Materialismo Histórico. Arquivo Marxista na Internet, 1938. Disponível em: <https://www.marxists.org/portugues/stalin/1938/09/mat-dia-hist.htm>. Acesso em: abr. 2021.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Os autores mantêm os direitos autorais sobre seus trabalhos e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o texto simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0), que permite o compartilhamento e a adaptação da obra, desde que sejam atribuídos os devidos créditos à autoria e à publicação inicial nesta revista, que o uso não tenha finalidade comercial e que eventuais obras derivadas sejam distribuídas sob a mesma licença.
- Os autores estão autorizados a firmar, separadamente, contratos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada nesta revista, como depósito em repositório institucional ou publicação em livro, capítulo de livro ou outros meios, desde que seja indicado o reconhecimento da autoria e da publicação inicial nesta revista.
- Os autores são incentivados a divulgar seus trabalhos apenas após a publicação na revista, por meio de repositórios institucionais, páginas pessoais e outros meios acadêmicos, sempre com a devida referência à publicação original.


