O CORPO NO CINEMA, DA TELA À PLATEIA: O CASO DOS FESTIVAIS DE FILMES DA DIVERSIDADE SEXUAL E DE GÊNERO

Marcos Aurélio da Silva

Resumo


O artigo aborda algumas das relações entre corpo e cinema a partir da antropologia.
Mais especificamente busca-se explorar as duas acepções da expressão “corpo no cinema”
que pode abarcar desde como os corpos são construídos e representados nos filmes, quanto se
referir – aproveitando a polifonia da palavra cinema que pode significar tanto a arte audiovisual quanto as salas de exibição – a como os corpos na plateia são afetados pelos filmes e suas
representações. Produz-se assim uma antropologia do cinema preocupada com aspectos da
multissensorialidade em que os sujeitos estão mergulhados em (e não sobre) ambientes dos
quais as produções audiovisuais são parte importante. O campo etnográfico tem sido realizado
nos últimos anos em festivais de cinema da diversidade sexual e de gênero, enfocando os filmes, os espectadores, as comunidades locais e transnacionais que tais filmes e festivais ensejam. O corpo, nestes contextos, pode ser tanto um território de produção de discursos, de adesão ou de contestação, na relação com os regimes de poder-saber do Estado-nação, da mídia e
da ciência, mas sem dúvida um demarcador de identidades e de produção de sujeitos do contemporâneo, constituídos nas narrativas dos filmes e nos engajamentos das plateias que os
colocam em rede.


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