“TÔ AQUI... PARECE QUE TÔ RENASCENDO TUDO DE NOVO” EXPERIÊNCIAS DE CAMPO SOBRE A RETOMADA DA TERRA E A RETOMADA CULTURAL DOS ACAMPAMENTOS PAKURITY E LARANJEIRA ÑANDERU

Sônia Rocha Lucas

Resumo


O presente artigo é resultado da pesquisa “Crianças Kaiowá e Guarani em Situação de Acampamento na Região Sul do Estado de Mato Grosso do Sul”, o qual teve como propósito realizar um estudo antropológico com e sobre crianças Kaiowá e Guarani em situação de acampamento nesta região do estado. Ao final desta pesquisa a inquietação continuou e prosseguimos com a tentativa, através deste artigo, de captar um pouco mais da visão, da percepção e da representação destas crianças acerca da situação de acampamento e a relação com seu território. Para isso foram escolhidas duas comunidades em áreas de retomada, ou seja, áreas que são fragmentos de terras garantidas por mandato judicial, enquanto se espera o final do processo de reconhecimento do tekoha (Pakurity/Dourados e Laranjeira Ñanderu/Rio Brilhante). O embasamento teórico-metodológico vem da antropologia, a partir de autores como Pacheco de Oliveira (1998), Pereira (2002 e 2010), Lutti (2009) entre outros e, seguindo concomitantemente da prática do método etnográfico, a fim de perceber a forma como as crianças constroem os conceitos e as concepções de mundo referente à sua vida cotidiana. Sendo assim, podemos salientar as transformações que tais acampamentos têm enfrentado no campo da retomada, seja a Retomada da terra ou a Retomada cultural.


[1] ​ Graduada em de Ciências Sociais da UFMS, participa do Grupo de Pesquisa "Antropologia, Direitos Humanos e povos Tradicionais", foi bolsista do PIBIC 2012/2013/ POLÍTICAS PÚBLICAS EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE MATO GROSSO SUL: diagnóstico de execução e levantamento das demandas e em 2013/2014 com o tema: Crianças Kaiowá e Guarani em situação de acampamento na região sul do estado de Mato Grosso do Sul: Quem são e como percebem a situação de acampamento, o qual recebeu o prêmio Claude Lévi-Strauss / edição 2014 da 29º Reunião Brasileira de Antropologia promovida pela Associação Brasileira de Antropologia na modalidade pôster e atualmente é supervisora da ação Saberes Indígena na Escola (MEC/SECADI).


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